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Relat�rio tra�a perfil de empresas brasileiras

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O relatório da pesquisa sobre o Perfil Social, Racial e de Gênero das 500 maiores empresas do Brasil e suas ações afirmativas, realizada pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social em parceria com a Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem), foi lançado, em São Paulo. Diferentemente da primeira pesquisa desse tipo, executada em 2001, que se restringia às diretorias e presidências das maiores empresas do Brasil, a pesquisa atual foi além e aponta dados que permitam conhecer o atual perfil das quinhentas maiores companhias que operam no País, de acordo com o Balanço Anual da Gazeta Mercantil, verificando a composição de gênero e raça, a presença de pessoas com deficiência, faixa etária, tempo de empresa e escolaridade dos funcionários em todos os níveis hierárquicos, além de levantar as iniciativas das empresas em favor da diversidade e eqüidade. A pesquisa atual constata que a presença de mulheres e de negros nas empresas ainda é reduzida se comparada à participação desses grupos na sociedade brasileira ou até na população economicamente ativa. Quanto à diretoria, o índice de participação de mulheres subiu para 9% em relação à pesquisa anterior (6%), e o de negros caiu de 2,6% em 2001 para 1,8%. Esses percentuais aumentam à medida que se desce na escala hierárquica. As mulheres formam 18% do quadro de gerência, 28% de supervisão e 35% do quadro funcional, enquanto os negros são 13,5% dos supervisores, 8,8% dos gerentes e 23,4% do quadro funcional. Tais resultados mostram que um dos desafios a enfrentar é a dificuldade de ascensão desses grupos aos postos mais altos da carreira. Embora possa haver pessoas com deficiência em todos os níveis hierárquicos: 1% no quadro executivo, 3,7% no quadro de gerência, 1,6% no de chefia e 3,5% do quadro funcional, as empresas que responderam registram percentuais ainda baixos de indivíduos nessa condição, tendo em vista que existem no Brasil 24,6 milhões de pessoas com deficiência, ou 14,5% da população, segundo o Censo 2000. É importante ressaltar que a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho é apoiada por legislação que prevê, entre outros pontos, o funcionamento de um sistema de cotas conforme o artigo 93 da Lei. 8.213, de 1991. Quadro Geral A pesquisa mostra também que é bem maior o contingente de gerentes (68% do quadro) do que de diretores (45% do quadro) com 11 anos ou mais de empresa. E que 42% dos diretores têm até cinco anos de casa. Ou seja, os indivíduos com mais tempo de casa e, portanto, com mais idade, param na escala hierárquica, sendo ultrapassados por profissionais com menos tempo na organização. No quesito escolaridade, 97,2% dos diretores e 81,5% dos gerentes possuem formação superior. E mais da metade dos supervisores (48%) e do quadro funcional (22%) afirmaram ter formação superior. Em relação às iniciativas das empresas em favor da diversidade, 40% das pesquisadas dizem promover ações desse tipo. A mais difundida, por 32% das empresas, são os programas de contratação de pessoas com deficiência, seguidos por projetos na comunidade que visem melhorar a oferta de profissionais qualificados (24%). Porém, só 3% das organizações priorizam a contratação de pessoas com mais de 45 anos ou têm políticas claras de promoção de diversidade étnica ou de gênero. E apenas 1% das empresas diz manter programas para melhorar a capacitação profissional de negros. Metodologia Executada pelo Ibope Opinião entre 17 de julho e 17 de setembro de 2003, a pesquisa foi conduzida por questionário de auto-preenchimento enviada por correspondência aos presidentes das quinhentas maiores empresas sediadas no Brasil. O retorno foi de 247 questionários preenchidos, ou seja, 49,4% do universo visado, com dados sobre um contingente de cerca de 1,2 milhão de funcionários. Essa taxa de retorno é muito superior à média para pesquisas que envolvem executivos, entre 5% e 10%. É importante salientar que as amostras estudadas nas pesquisas de 2001 e 2003 são muito diferentes. A pesquisa anterior obteve retorno de somente 89 das 500 maiores. ?Há ainda muito que avançar na promoção da diversidade de gênero, raça e faixa etária e da eqüidade no tratamento de todos os grupos presentes nas empresas. Os resultados desta pesquisa mostram a necessidade de fortalecer os trabalhos e a promoção da diversidade, levando em conta a igualdade de oportunidades para todos. Além disso, valorizar e praticar a diversidade, combatendo a discriminação e o preconceito, são princípios da responsabilidade social?, afirma Oded Grajew, diretor-executivo do Instituto Ethos. Estiveram presentes ao lançamento da pesquisa Fabio Montenegro e Hélio Gastaldi, respectivamente diretor e gerente do Ibope; Marcos Augusto de Vasconcellos, vice-diretor Acadêmico da FGV-EAESP; Armand Pereira, diretor da OIT; Junia Puglia, diretora regional do Unifem para o Brasil e Cone sul; Prof. Hélio Santos, colaborador na pesquisa; e Oded Grajew e Paulo Itacarambi, respectivamente diretor-presidente e diretor-executivo do Instituto Ethos.

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