loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Transposi��o do S�o Francisco � avaliada por Comit� da Bacia

Ouvir
Compartilhar

FÁTIMA ALMEIDA O governo federal não vem conduzindo as questões referentes à polêmica da transposição do Rio São Francisco de forma paritária com a sociedade, como pressupõe a existência do Comitê da Bacia. A queixa é do secretário-executivo do comitê, Luiz Carlos Fontes. Segundo ele, o governo está decidindo de forma unilateral e apenas informando a sua decisão, o que, na sua opinião, constitui um desrespeito ao sistema de gerenciamento compartilhado dos recursos hídricos. Ele quer que o projeto seja apresentado para apreciação do comitê, que tem competência para isso e o papel de zelar pela sustentabilidade das águas. Mas em nome da entidade ele alerta: o comitê se nega a analisar qualquer projeto dessa natureza de forma pontual e utilitarista sobre o São Francisco. ?Não se pode autorizar sem um levantamento detalhado, analisando as conseqüências a curto, médio e longo prazo. Esse processo está apenas nas preliminares e o governo já quer concretizar o projeto?, diz ele. Luiz Carlos observa que 85% da vazão do São Francisco é utilizada para geração de energia elétrica até Xingó, requerendo um cálculo cuidadoso da utilização dos outros 15%. ?Temos que conhecer bem as demandas de hoje e do futuro. Deixar reservas para a própria necessidade do rio. Do jeito que está sendo encaminhado, a impressão que se tem é de que o governo quer usar primeiro para depois ver o que sobra?, diz . Ele lembra que o volume de águas do rio não é estável, e um exemplo disso foi vivenciado por toda a sociedade brasileira muito recentemente (em 2001), quando houve ameaça de apagão porque o reservatório de Sobradinho chegou a um ponto crítico. ?Estamos bem próximos disso. O reservatório já acendeu a luz amarela, chegando a 12% de volume útil de água. Se chegar a 10%, acende-se a luz vermelha e situação se repete?. Para evitar que isso aconteça algumas medidas emergências já foram encaminhadas pela Agência Nacional das Águas, com base em reunião com outras entidades, na semana passada, que decidiu pela redução da vazão do rio liberada pela Chesf, para 1,1 mil metros por segundo. A média atual, antes dessa decisão, era de 1,6 mil m/s, mas já foi de 2 mil m/s. ?São sinais da natureza chamando a atenção para a agonia do São Francisco. Isso é uma prova de que ele não suporta mais intervenções sem um estudo aprofundado. Se não consegue atender, hoje, à demanda já existente, como poderá atender no futuro?? reflete o secretário do comitê.

Relacionadas