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Bolsa-Escola mant�m crian�as�longe das ruas e do trabalho

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A ajuda de R$ 75 do Programa Bolsa-Escola Cidadã, coordenado pela Secretaria Executiva de Educação, vem mudando a realidade de dezenas de crianças e adolescentes pobres e também de suas famílias. Atualmente, o programa funciona em oito escolas públicas, consideradas de grande concentração de crianças e adolescentes provenientes de famílias que vivem em situação de absoluta miséria. Mas, passou a desenvolver também um trabalho com as famílias de crianças e adolescentes que trabalhavam nas ruas para ajudar no orçamento doméstico. São famílias que receberam notificação do Ministério Público estadual e acabaram se integrando ao Bolsa-Escola Cidadã para tirar seus filhos das ruas e garantir a eles o direito a freqüentar a escola. Ontem pela manhã, essas famílias participaram da festa de confraternização de fim de ano, promovida pela coordenação do programa, na sede da SEE. Escola A responsável pelo acompanhamento das Famílias do Conselho Tutelar, Ana Márcia Lucena, explicou que hoje, o programa Bolsa Escola Cidadã atende 60 famílias encaminhadas pelo Ministério Público. Segundo Márcia, houve de início uma dificuldade para fazer o acompanhamento da freqüência escolar dessas crianças. Por isso, a saída foi promover reuniões mensais com os pais das crianças e adolescentes atendidas pelo programa. Uma das formas de atrair os pais para essas reuniões foi a realização de oficinas com a discussão de temas variados, desde a questão das drogas à violência doméstica. ?A partir daí, eles começaram a participar mais das reuniões e até falar mais abertamente de seus problemas?. Muitos pais, que sequer tinham pego num lápis nas suas vidas, começaram a fazer os mais diversos tipos de trabalho durante às oficinas. O vendedor de frutas Josafá Cavalcante da Silva, com três filhos, participa do programa há dois anos. Para ele, a ajuda de R$ 75 é muito bem-vinda. Antes de participar do programa, um dos filhos vivia catando latinhas nas ruas. ?Sabe como é criança, todas gostam de dinheiro?, justificou Josafá. Hoje, o filho freqüenta a 5ª série de uma escola pública e Josafá garante que já não anda mais catando latinhas nas ruas. A dona de casa Marlene Domingues da Silva tem quatro filhos. Garante que nenhum deles nunca trabalhou nas ruas. Mas, admite que a ajuda de R$ 75 é muito importante para mantê-los na escola. O único sustento da família vem do marido que é pedreiro, e nem sempre é suficiente para atender às necessidades.

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