Cidades
Governo Lula reduz em 80% recursos para turismo
FÁBIA ASSUMPÇÃO O secretário-executivo de Turismo, Tito Uchôa, afirmou, ontem, que apesar das boas intenções do Ministério do Turismo e da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), pouco foi feito pelo governo federal para desenvolver o setor de turismo no Nordeste em 2003, muito menos em Alagoas. ?É preciso que em 2004 aja uma melhora no orçamento do Ministério de Turismo, que por ser um ministério hoje, não teve orçamento e ainda sofreu um corte de 80% em seus recursos?, observou Tito Uchôa, que presidiu, ontem pela manhã, no Hotel Ritz Lagoa da Anta, a última reunião da Comissão Integrada de Turismo no Nordeste (CTI/NE), reunindo representantes do setor de todos de toda a região. Durante o encontro foi feito uma prestação de contas das atividades da CTI, uma avaliação do que foi feito e do que poderá ser feito em 2004. Por causa da falta de recursos do Ministério do Turismo e da Embratur, a campanha promocional dos estados nordestinos, que deveria ter sido iniciada em outubro, acabou não acontecendo. Apesar disso, Tito Uchôa comentou graças aos esforço do governo estadual, Alagoas pode comemorar este ano o crescimento do fluxo de turismo internacional e nacional. Neste fim de ano, a ocupação média dos hotéis vai ficar em torno de 90%, de acordo com as informações do secretário. Segundo Tito Uchôa, a meta agora é trazer novos investimentos hoteleiros para Alagoas de bandeiras internacionais. Ele argumentou que os motivos que levaram quatro hotéis de Maceió a encerrarem suas atividades não foi apenas em virtude da crise no setor de turismo. Mas, sim, porque eram locais que não ofereciam atrativos para uma permanência maior dos turistas. ?Eram apenas locais para viajantes de negócios, e esses geralmente preferem ficar no centro da cidade?. E mesmo assim, um deles já foi reaberto e ainda este mês deverá ser reaberto o Hotel Solara.