Cidades
MORADORES FAZEM NOVO ATO CONTRA INSTALAÇÃO DA BRASKEM
Grupo S.O.S. Litoral Norte quer barrar extração de sal-gema em Ipioca, Paripueira e Barra de S. Antônio
Foi com gritos de "fora Braskem" que moradores de Paripueira realizaram, nesse domingo (11), uma ação de conscientização na orla da cidade.O movimento foi organizado por dezenas de participantes do grupo S.O.S. Litoral Norte que querem vetar a entrada da mineradora Braskem, a qual pretende iniciar a extração de sal-gema no bairro de Ipioca, em Maceió, e nos municípios de Paripueira e Barra de Santo Antônio.
"Estamos acompanhando de perto toda a movimentação em torno da situação nos bairros de Bom Parto, Bebedouro e do Pinheiro. Os moradores estão travando uma luta extremamente desgastante para conseguir as indenizações após a condenação dos bairros", salientou uma das lideranças do movimento, Tânia Santiago.
A ação de conscientização teve o objetivo de alertar moradores, visitantes, turistas e proprietários de bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais sobre as consequências sociais e econômicas da exploração da sal-gema na região.
Ação de conscientização teve o objetivo de alertar moradores, turistas e proprietários de bares e restaurantes
De acordo com a Braskem, foi solicitada à Agência Nacional de Mineração (ANM) a realização de estudos para a identificação de áreas de reserva de sal-gema em Ipioca, Paripueira e Barra de Santo Antônio, uma vez que existe a probabilidade da existência de minérios na região. A empresa pretende fazer pesquisas de campo para determinar o local exato das jazidas.
"Não podemos deixar acontecer uma tragédia anunciada na região. Todos estão acompanhando o sofrimento que moradores do Bom Parto, Bebedouro e Pinheiro estão passando no momento. Algo sem precedente com a perda de suas moradias, meio de vida com os negócios e a perda do convívio com amigos e familiares que moravam próximos", enfatizou Tânia.
Esta foi a segunda ação de conscientização promovida pela S.O.S. Litoral Norte, desde o conhecimento do interesse da extração pela Braskem. A primeira mobilização dos moradores ocorreu no início de setembro. O grupo estuda impetrar uma Ação Popular na Justiça, além de se reunir com o Ministério Público do Estado (MPE) para obter informações de diretrizes legais sobre a questão ambiental.