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Procurador admite abertura de inqu�rito para apurar altera��es

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FÁTIMA VASCONCELLOS O procurador de Justiça Sérgio Jucá informou, ontem, que o Ministério Público pode abrir inquérito administrativo para apurar responsabilidades pelos acidentes e transtornos causados à população com as mudanças no trânsito entre a orla marítima e Mangabeiras. ?Basta que a comunidade, ou uma pessoa ao menos, faça a provocação, entrando com uma queixa?. Ele ressaltou que também é usuário das vias de escoamento da área e está percebendo no dia-a-dia o quanto o tráfego piorou na região após as alterações no trânsito. ?O que aconteceu realmente foi um abuso. O poder público jamais poderia ter mexido com a rotina dos cidadãos da maneira como fez. Faltou uma campanha educativa massificada. As pessoas não se adaptaram às mudanças e tudo foi meio inesperado. Houve pouco tempo de preparação. O maceioense praticamente acordou e ao transitar foi percebendo lentamente que o sentido das vias mudou. Como dessa vez aconteceu com vias de maior fluxo, o impacto da mudança foi bem maior. A sociedade não foi ouvida antes das mudanças, daí a reação de protesto?, enfatizou Sérgio Jucá. Ele esclareceu que a população deve entrar com uma representação civil na Procuradoria Geral de Justiça ou na Promotoria Coletiva da Fazenda Municipal contra a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT.) ?Não temos especialistas entendidos em engenharia de tráfego. Entendemos de lei. Todavia, ao instaurar o inquérito tudo é providenciado, inclusive a análise de um perito no projeto da SMTT para juntos encontrarmos alternativas que viabilizem a melhoria do tráfego. O que não pode é a população ser prejudicada no seu direito de ir e vir. Há de se pensar nos pedestres, moradores, lojistas que investiram na região, nas pessoas que trabalham na área envolta, pensar na coletividade. Milhares de cidadãos usam aquelas vias diariamente e estão se sentindo prejudicados?, observou. De acordo com o procurador, o projeto de mudança no tráfego deve considerar também as variantes socioeconômicas estabelecidas ao longo das vias. Ele afirmou que é compreensível, por exemplo, o desespero dos lojistas da Álvaro Calheiros, que reclamam a ausência do consumidor. Outro ponto grave é a ocorrência de mortes, atropelamentos e colisões que vêm acontecendo desde último dia 5.

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