Cidades
MS: PRIORIDADE SERÁ VACINA EM FASE MAIS AVANÇADA
Secretário executiva do MS, Élcio Franco, diz que nenhuma vacina em estudo está descartada
O secretário executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco, afirmou nesta quinta-feira (15) que a pasta acompanha o desenvolvimento de mais de 200 vacinas em fase de produção em todo o mundo para o combate à covid-19.
“Estamos aderindo a qualquer iniciativa de desenvolvimento de vacinas que nos ofereça segurança, eficácia e que fique pronta antes, ou seja, em um prazo mais curto, que tenha produção em escala em quantidade para imunizar a população brasileira, a ser inserida no Programa Nacional de Imunizações”, disse.
Segundo Franco, nenhuma vacina em estudo está descartada e a prioridade está naquelas em fase mais adiantada de testes. Entre os critérios da pasta para a aquisição está a segurança da vacina, “eficácia, produção no mais curto prazo, produção em escala que atenda as nossas necessidades e preço acessível que esteja sendo praticado em mercado”, afirmou.
Em setembro, o governo também anunciou o investimento de R$ 2,5 bilhões para a entrada do país na Covax Facility. Dessa forma, espera-se que o país possa comprar imunizantes para garantir a proteção de 10% da população até o final de 2021, o que permite atender populações consideradas prioritárias.
“Com relação à iniciativa Covax-Facility, nós ainda não temos um cronograma. Estamos acompanhando a todos os laboratórios. Mas existe uma previsão, um prognóstico de que teremos o acesso a 40 milhões de doses de vacina durante o primeiro semestre de 2021”, explicou Franco.
Pelo cronograma da pasta, a perspectiva é de 100 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca-Fiocruz no primeiro semestre de 2021 e outras 110 milhões de doses adicionais no segundo semestre de 2012.
“Uma encomenda tecnológica foi feita, não é uma aquisição. Essa encomenda tecnológica vai proporcionar um escalonamento de cerca de 100 milhões de doses de vacina e de uma transferência de tecnologia a ser absorvida pela Fiocruz. Essa transferência de tecnologia possibilitará a produção do insumo ou do ingrediente farmacêutico para a produção de vacinas. Isso vai ocorrer no mês de abril”, detalhou o secretário.
SECRETÁRIOS
O conselho nacional dos secretários estaduais de Saúde enviou uma carta ao Ministério da Saúde nesta quinta-feira (15) cobrando compromisso de inclusão da vacina que será produzida pelo Instituto Butantan no Programa Nacional de Imunizações. A preocupação dos secretários é a de que o governo federal não se envolva na definição das estratégias de produção e de distribuição da vacina desenvolvida em São Paulo a partir de parceria com a empresa Sinovac. A carta explica que o governo federal projeta a distribuição da vacina de Oxford (que no Brasil será produzida pela Fiocruz e também está em fase de testes) somente para abril, ao passo que o governo de São Paulo prevê a finalização da fase 3 de testes até o início do mês de novembro.
Nesse cenário, o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Estado da Saúde) pede que a pasta de Pazuello se comprometa a incluir em seu cronograma o imunizante desenvolvido pelo Butantan e “quaisquer outras vacinas produzidas e testadas por outras indústrias, que possuam
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condições de eficácia, segurança e produção disponível para iniciar a vacinação da população brasileira no mês de janeiro de 2021, ou no menor espaço temporal possível”. “O enfrentamento assertivo à pandemia Covid-19, que já evoluiu com mais de 150 mil óbitos no Brasil, exige a máxima pressa e celeridade na aquisição e disponibilização de vacinas à nação. Com efeito, o momento exige que o Ministério da Saúde comande a unidade nacional em torno da disponibilização célere, segura e oportuna das vacinas já disponíveis, em especial as produzidas pelas iniciativas subnacionais”, conclui a carta. O ofício foi redigido após reunião com o ministro Pazuello que despertou crise com os secretários de Saúde. Para parte dos presentes na reunião desta quarta (14), o governo federal está ignorando o imunizante que tem participação do Instituto Butantan -ainda em fase de testes. João Doria (PSDB-SP) anunciou as primeiras doses para o mês de dezembro. O calendário do ministério conta apenas com a chamada vacina de Oxford, prevista para abril. “As vacinas não estão sendo tratadas de forma republicana pelo Ministério da Saúde”, disse Jean Gorinchteyn, secretário de Saúde de São Paulo. “Todos os presentes na reunião entenderam da mesma forma. A vacina de São Paulo está sendo ignorada”, completou. As duas vacinas estão em fase semelhante de testes do ponto de vista formal, ou seja, não estão aprovadas.