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Cidades Maceió, 03 de julho de 2020
1º dia da flexibilização com grande movimento no centro do comércio de Maceió. Alagoas - Brasil.
Foto: ©Ailton Cruz

ÔNIBUS RECUPERAM APENAS 58% DOS PASSAGEIROS PERDIDOS

Atualmente, a média mensal de usuários do transporte municipal ultrapassa 2 milhões de pessoas; no início do ano eram 4 milhões

Por william makaisy | Edição do dia 16/10/2020 - Matéria atualizada em 17/10/2020 às 19h45

A pandemia no novo coronavírus afetou diversos setores da economia alagoana. Um dos segmentos mais afetado foi o setor de transporte urbano, onde as empresas de ônibus chegaram a perder até 70% dos passageiros na pandemia. Atualmente, apenas 58% foi recuperado do total perdido e as empresas já chegam em uma média de 2 milhões de passageiros, um número baixo se comparado aos primeiros meses do ano, quando a média era de 4 milhões, mas uma evolução em comparação a maio, mês que chegou a menos de 2 milhões.


Segundo Guilherme Borges, presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Urbano de Maceió (Sinturb), em consequência da diminuição de passageiros, os gastos subiram para oferecer segurança suficiente aos alagoanos. “Além dos custos terem aumentado devido a redução de passageiros e consequentemente a receita, ainda tivemos que fazer novos investimentos para atender as recomendações da OMS e Ministério da Saúde. Tivemos um aumento em média de 100 mil reais com a compra de equipamentos como pulverizadores, gerador de ozônio e Epis que continuam sendo distribuídos para todos os mais de 3 mil rodoviários do sistema”, disse.


Em janeiro, sendo o mês com a maior quantidade de passageiros nos ônibus da capital, o Sinturb registrou 4.735.450 pessoas; em fevereiro, o número chegou a 4.397.635, seguido por março, com 3.754.990; em abril a quantidade foi de 1.891.115 e logo após vem maio, sendo o mês com menor quantidade, chegando a 1.727.110 passageiros, seguido por junho (1.865.967). Nos meses de julho (2.545.881) e agosto (2.745.406), a média voltou a passar de 2 milhões.


O presidente destacou também que, os problemas referentes ao transporte vem de antes da pandemia e são a realidade de todo o país. “Primeiramente é bom esclarecer que os problemas do transporte, como queda de passageiros, reajuste tarifário, falta de priorização no trânsito, são problemas que o setor de transporte enfrenta em todo o Brasil. A pandemia agravou ainda mais todos esses aspectos. E é preciso pensar além do que ter o passageiro de volta, as empresas, o setor de transporte, ele precisa de mudanças”, explicou.


“A primeira mudança é quanto à fonte de custeio. Atualmente, o passageiro arca com todos os custos. A ausência de subsídios e o aumento das gratuidades faz com que onere tanto para as empresas quanto para o preço final da tarifa, uma solução seria a tarifa módica. Além disso, a criação de mais faixas exclusivas, fazendo com o que o transporte por ônibus seja cada vez mais rápido.”


PREÇO DA PASSAGEM


No que tange a possíveis reajustes no valor da passagem de ônibus, Borges salientou que, de acordo com o contrato de concessão das empresas com a Prefeitura de Maceió, todo ano é previsto reajuste tarifário ou subsídio para custear o aumento dos custos do setor e também redução de passageiros, ou seja, a possibilidade existe. Sobre as demissões, o presidente do Sinturb pontuou que, apesar das dificuldades, não chegaram a ocorrer desligamentos.

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