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PF FAZ OPERAÇÃO CONTRA DESVIOS EM FUNDO DE PENSÃO DOS CORREIOS

Policiais fizeram buscas em endereços ligados ao empresário Milton Lyra

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Polícia Federal fez buscas em Maceió, Recife, São Paulo e Brasília nesta terça-feira, na Operação Combustão
Polícia Federal fez buscas em Maceió, Recife, São Paulo e Brasília nesta terça-feira, na Operação Combustão -

Após investigações revelarem uma ‘ampla rede de vínculos’ mantida pelo empresário Mílton Lyra para a pratica de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional e tráfico de influência, a força-tarefa Postalis - que investiga fraudes no fundo de pensão dos funcionários dos Correios - abriu, na última quinta, 15, uma ofensiva que fez 30 buscas em São Paulo, Brasília, Recife e Maceió contra empresas utilizadas pelo lobista para suposta lavagem de dinheiro e ocultação de provas

Batizada de ‘Combustão’, a operação apreendeu laptops, celulares, cartões de memória, documentos e até obras de arte com o objetivo de reunir provas sobre o suposto desvio de mais de R$ 87 milhões do Postalis. Entre os alvos das buscas estão as empresas Fênix Consultoria e a Meu Storage Locação de Imóveis. As informações foram divulgadas pela Procuradoria da República no Distrito Federal. Segundo o MPF, a operação tem como base informações que revelaram a prática reiterada de abertura e encerramento de empresas ligadas a Mílton. Alvo de outras investigações da Procuradoria, Lyra é apontado como líder de organização criminosa e como suposto operador do MDB. A força-tarefa chegou inclusive a pedir sua prisão na Combustão, mas a Justiça negou.

“O objetivo era ocultar e dissimular a natureza, localização e movimentação de valores ilegais recebidos pelos envolvidos. Os recursos eram movimentados de sua origem ilícita, remetidos para o exterior - utilizando para isso a Fênix, que possui off shore na Flórida - e posteriormente enviados aos beneficiários finais”, diz a força-tarefa da Postalis.

Segundo a Procuradoria, as investigações revelaram que Mílton Lyra construiu, ao longo dos anos, ‘ampla rede de vínculos, diretos e indiretos, com pessoas jurídicas, funcionários, sócios e outros parceiros, a fim de obter vantagens por meio de crimes como aqueles contra o Sistema Financeiro e tráfico de influência’. Os procuradores também apontam que a organização criminosa atua influenciando em decisões de agentes públicos.

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A Procuradoria descobriu que o empresário, apesar de ser alvo de medidas restritivas que foram impostas em outros processos, ‘criou novos meios para a continuidade dos crimes, a partir do mecanismo de uso de várias pessoas jurídicas, ligadas a diferentes pessoas físicas’, além de ter passado a utilizar supostamente um storage para guardar documentos que desejava ocultar da polícia.

Em nota, o empresário Milton Lyra afirmou que desde 2013 tem sido vítima de uma implacável perseguição por parte do Ministério Público Federal, que sem ter o que apontar de concreto contra ele, repete os mesmos argumentos. “Tenho estado desde sempre à disposição da Justiça e do Ministério Público Federal, inclusive com diversas petições de minha autoria colocando-me à disposição. A despeito disso, nunca fui chamado a prestar esclarecimentos”, afirmou.

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