loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 31/07/2026 | Ano | Nº 6279
Maceió, AL
26° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

AL OCUPA 17ª POSIÇÃO ENTRE OS ESTADOS NA REALIZAÇÃO DE TESTES

Testagem para diagnóstico do novo coronavírus ainda é baixa no Estado, alertam pesquisadores

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem AL OCUPA 17ª POSIÇÃO ENTRE OS ESTADOS NA REALIZAÇÃO DE TESTES
-

Dados divulgados na sexta-feira (23) pelo IBGE apontam que o número de pessoas que fez algum teste de diagnóstico da Covid-19 chegou a 325 mil em Alagoas no mês de setembro, o que equivale a 9,7% da população estadual. Destas, 103 mil testaram positivo. Com base nesses dados, 9,7% da população foi testada até setembro, fazendo com que Alagoas apareça como quarto estado da região Nordeste que menos realizou testes e décimo sétimo no Brasil. O levantamento consta na edição mensal da PNAD COVID19 que trouxe, em agosto, a informação de que 287 mil haviam feito o teste e 96 mil receberam o diagnóstico da doença no em Alagoas. Para Sérgio Lira, professor e pesquisador da Ufal, Alagoas ainda testa pouco para o coronavírus. “Considero muito baixa a testagem em Alagoas. Na primeira semana de outubro fizemos uma média diária 36 testes do tipo RT-PCR no Lacen de acordo com os boletins da Sesau, e possuímos mais de 2.500 casos suspeitos em investigação no estado”, avalia. A testagem é fundamental para o combate efetivo à pandemia e para garantir uma reabertura sustentada das atividades socioeconômicas, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cita Sérgio Lira. “No entanto, estoque não falta: temos cerca de 43 mil kits de exames RT-PCR para serem utilizados. Além disso, ainda há muitos diagnósticos feitos somente com base em testes rápidos, que possuem alta taxa de falsos negativos e só detectam anticorpos após boa parte da fase infecciosa já ter passado. Há um plano estadual para ampliação da testagem anunciado desde julho, o “Diagnosticar para Cuidar”, mas nos boletins da Sesau ainda não apareceu um aumento nos números de testes realizados”, reforça Lira. “Além de testar casos graves e moderados, devemos rastrear os casos leves e assintomáticos, para isolar as pessoas antes que possam propagar os contágios. Por isso, a quantidade de testes realizados deveria ser sempre crescente numa reabertura, pois só assim podemos rastrear com eficiência os casos e detectar com antecedência novos surtos. Um plano de rastreamento e monitoramento de casos foi anunciado tardiamente pelo Ministério da Saúde somente em setembro, mas falta mobilização para colocá-lo em prática em todo o País”, explica o pesquisador.

BAIXA TESTAGEM IMPEDE RASTREAMENTO

Imagem ilustrativa da imagem AL OCUPA 17ª POSIÇÃO ENTRE OS ESTADOS NA REALIZAÇÃO DE TESTES
| Foto: Ascom

Lira diz acreditar que os prejuízos imediatos são, principalmente, não ter uma análise clara da situação epidêmica no estado devido à subnotificação e também não ser capaz de rastrear casos e interromper a cadeia de contágio para evitar novos surtos. “Quando isso acontece corremos muitos riscos, dentre eles: aumento do contágio com retomada de atividades como turismo e escolas, maior chance de enfrentar uma segunda onda num futuro próximo, e ser obrigado a fechar atividades novamente devido ao avanço desenfreado da doença. Uma forte segunda onda já está ocorrendo na Europa após as flexibilizações e não há motivo para achar que não possa ocorrer aqui no Brasil também”, destaca o professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Sérgio Lira, que integra o Grupo de Modelagem Científica e Simulação do Surto de Covid-19 em Alagoas, que conta com pesquisadores da Ufal das áreas de Computação, Física e Matemática. O último relatório do Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19 - formado por professores da Ufal - reforça o alerta sobre possíveis interferências que gargalos relacionados à política de testagem podem gerar nos resultados.

TESTAR AJUDA A REDUZIR A TRANSMISSIBILIDADE

Shorts Youtube
Play
Caso Nayane: laudo do IML não encontra sinais de violência, mas investigação continua

Caso Nayane: laudo do IML não encontra sinais de violência, mas investigação continua

Play
Gari de 31 anos é morto a tiros no Vergel do Lago, em Maceió

Gari de 31 anos é morto a tiros no Vergel do Lago, em Maceió

Play
Acidente mata agente comunitária de saúde em Palmeira dos Índios

Acidente mata agente comunitária de saúde em Palmeira dos Índios

Play
Soluções defensivas do CRB - 30/07/2026

Soluções defensivas do CRB - 30/07/2026

Play
Datas das quartas de finais da Série D definidas - 30/07/2026

Datas das quartas de finais da Série D definidas - 30/07/2026

Segundo a presidente da Sociedade Alagoana de Infectologia, médica Vânia Simões Pires, no último estudo realizado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) foram observadas informações importantes sobre a Covid. “Testar é uma grande ferramenta para que haja o combate dessa pandemia, uma vez que você testando o indivíduo você pode entender o perfil epidemiológico local e reduzir a transmissibilidade, com isso a gente vai bloquear o processo de transmissão”, explica a médica.

Vânia Simões reforça que a testagem é importante porque informa os casos recentes e lembra que, nesse tipo de infecção, ao longo do tempo, a sorologia se torna falsa negativa diferente de outras doenças infecciosas.

“O EPIcovid informa que houve uma desaceleração no Brasil da infecção porque quando você detecta anticorpo atual percebe-se que está menos prevalente na fase do que foi em julho. Foi um estudo importante realizado em mais de 30 mil pessoas e 133 cidades e observou-se que houve uma redução da infecção atual e com isso se identificou uma desaceleração”, finaliza..

Relacionadas