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Crea discute acessibilidade nos espa�os urbanos de Macei�

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BLEINE OLIVEIRA Como parte da campanha ?Fácil acesso para todos?, o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA/Alagoas), promoveu o curso Acessibilidade nos Espaços Habitados, ?destinado a preparar profissionais, professores e estudantes para projetar e adequar espaços para que todas as pessoas, independente de suas diferenças, possam se locomover com segurança, autonomia e dignidade?. O evento trouxe a Maceió diversos especialistas, incluindo o coordenador nacional do Programa de Acessibilidade da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, Elcio Eustáquio Rizzi. Ele abordou o tema Conceito e Leis de Acessibilidade. Na sua explanação, Elcio Rizzi fez ver que não são apenas os portadores de necessidades especiais que enfrentam dificuldades nos espaços urbanos. Sociólogo, com mestrado em planejamento urbano, o coordenador faz uma análise bastante crítica da realidade nacional, lamentando que as pessoas não possam ter segurança para circular. ?O governo tem uma dívida social muito grande, especialmente com o usuário de transporte coletivo?, disse ele, acrescentando que, nessa área, a prioridade sempre foi o veículo. Como exemplo, Elcio Rizzi fala dos investimentos em asfalto, mas da despreocupação com as calçadas. Essa falta de planejamento para assegurar acessibilidade a qualquer cidadão tem um custo elevado, revela o coordenador da Secretaria de Direitos Humanos. Segundo ele, análise do Instituto de Pesquisa e Estatísticas Avançadas (Ipea) mostra que é alto o custo resultante da queda de uma pessoa, o que ocorre com mais freqüência do que se supõe. ?Ao circular estamos em constante perigo?, acrescenta o sociólogo. Na avaliação de Elcio Rizzi, a forma de assegurar o conceito de desenho universal, que significa ?tudo deve atender a todos?, em qualquer obra urbana, é a organização da sociedade civil, criando, por exemplo, conselhos municipais. ?Esse conceito tem que ser inserido em todas as instâncias, especialmente nas universidades, para criarmos um modelo novo de cidade onde a prioridade seja a pessoa humana, considerando sua circulação segura?, completou Rizzi.

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