Cidades
AL ter� R$ 1,5 milh�o para cisternas
O governo federal já liberou os recursos, na ordem de R$ 1,5 milhão, para o programa Fome Zero em Alagoas. O montante será destinado à construção de mil e quinhentas cisternas em 23 municípios do alto sertão alagoano. A informação foi revelada ontem, pela deputada estadual Genilda Leão, durante entrevista ao programa Ministério do Povo, na Rádio GAZETA AM. Na ocasião, ela garantiu que o projeto já estava pronto, somente esperando os recursos para o início das obras. Entretanto, a Coordenação do Fome Zero previa a construção de um número maior de cisternas no Estado - pelo menos 2.500 - como primeiro passo para minimizar o sofrimento de milhares de famílias alagoanas que não têm o que comer e nem água potável para beber. Mesmo assim, Genilda Leão considerou um avanço o volume de recursos liberados pelo governo, que possui projetos semelhantes para as regiões mais carentes dos Estados da Bahia e Paraíba. Na entrevista ao radialista Fernando Palmeira, a deputada disse que quando deixou a coordenação do Fome Zero, em nível estadual, para assumir uma cadeira na Assembléia Legislativa, tinham nove projetos, incluindo a construção das cisternas, que integravam um conjunto de medidas estratégicas para o combate à fome, tendo como princípio a auto-sustentabilidade das comunidades. Distribuição ?O programa não pode se limitar à distribuição de comida, pois as maiores violências que se pode cometer contra o ser humano são o desemprego e a fome?, afirmou. Para Genilda, a cidadania passa primeiro pela geração de empregos. Por isso, foram elaborados projetos que visam ao desenvolvimento das comunidades mais carentes, a exemplo das hortas comunitárias, que receberam um investimento de R$ 100 mil. É uma forma de garantir o alimento, dando ao cidadão noções de dignidade através do trabalho. Os focos desses projetos são as comunidades, onde a escola é o espaço primordial para qualquer trabalho de promoção da cidadania. Apesar do balanço positivo, a deputada estadual reconheceu que apenas 175 mil famílias, recebendo os R$ 50,00 mensais do Bolsa-alimentação, é um número muito baixo para um Estado carente como Alagoas.