Cidades
INCA ESTIMA 890 NOVOS CASOS DE CÂNCER DE PRÓSTATA EM AL ESTE ANO
Segundo especialistas, possibilidade de cura é grande com diagnóstico precoce
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para este ano 890 casos novos de câncer de próstata em Alagoas e de 65,8 mil no Brasil. É o segundo tipo mais comum entre os homens atrás apenas de pele não-melanoma, segundo o órgão auxiliar do Ministério da Saúde. O médico Eduardo José Carvalho, presidente da Sociedade Alagoana de Urologia, destaca que se descoberta no início, a doença tem grande possibilidade de cura.
“O grande problema do câncer de próstata é que ela é uma doença que não apresenta sintomas no início, por isso a gente acaba pegando os pacientes na fase mais avançada. Tem o índice de cura muito alto, de mais de 90%. Entretanto, cerca de 20 a 25% a gente já atende numa situação mais avançada”, explica o médico.
Com a campanha do Novembro Azul, homens têm e preocupado mais com a saúde, segundo o urologista Eduardo José. “A gente acredita numa mortalidade em torno de 20 a 25% dos pacientes por ser diagnosticado numa fase avançada. Pacientes com comorbidades, como diabetes, hipertensão, que tiveram AVC ou cardiopatas, podem ter situação agravada. Alguns trabalhos mostram que o câncer de próstata está muito relacionado a idade. A regra geral é que homens, a partir dos 50 anos, devem fazer o rastreamento para câncer de próstata, mas existe o grupo de risco, como pacientes afrodescendentes, que tem parente em primeiro grau com histórico da doença e obesos. Esses têm que fazer o acompanhamento a partir dos 45 anos”, finaliza o presidente da Sociedade Alagoana de Urologista.
SUSTO
O servidor público Jorge Lopes, 63 anos, descobriu o câncer de próstata há dois anos, operou em maio do ano passado e hoje está curado. Antes fazia os exames periodicamente, mas após a morte da esposa causada por câncer ficou dois anos sem cuidar da própria saúde. “Não pode ter preconceito, tem que se cuidar. Tomei um susto quando descobri, agora estou me cuidando como deve ser e estou bem”, diz.
O Inca explica que esse é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. “O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida”, informa o instituto.
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“Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³ ) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem”, acrescenta o Inca.