Cidades
FALTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS PREOCUPA INVENTORES
No dia 4 de novembro é comemorado nacionalmente o Dia do Inventor, data proclamada pelo inventor e empreendedor Gerhard Muthenthaler de Berlim. Em Alagoas, pesquisadores recebem suporte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq - e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Alagoas (Fapeal), importantes parceiros no desenvolvimento de novos produtos e serviços passíveis de proteção da propriedade intelectual gerada. Além deles o Instituto Federal de Alagoas (Ifal), por meio da Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação, oferece importante suporte financeiro, tecnológico e de pessoal para o início e continuidade de pesquisas básicas, aplicadas e desenvolvimento de produtos e serviços.
O Ifal atua em diversas áreas do conhecimento para a produção de inovações tecnológicas. Áreas de engenharia com pesquisas para a concepção de novos materiais a serem utilizados na construção civil, desenvolvimento crescente de novos programas de computador, diversas pesquisas na área de química e correlatas pesquisando sobre microencapsulação e nanopartículas. Além disso, o instituto também está atuando em pesquisas para o enfrentamento da Covid-19 por meio do desenvolvimento de álcool em gel e pulseiras vibratórias
“Como todo desenvolvimento de pesquisa o suporte financeiro, laboratórios de pesquisa adequados e a descontinuidade de políticas pública de fomento a pesquisa são fatores que preocupam”, declara João Sorgato do Núcleo de Inovação Tecnológica (NTI) do Ifal. O inventor diz que a remuneração está estritamente ligada ao mercado consumidor aceitar e reconhecer o produto e/ou serviço desenvolvido como necessário. Ao ser perguntado sobre o cenário da robótica no Estado, Sorgato diz que suas aplicações são inúmeras, podendo auxiliar nas atividades de produção de alimento, controle de pragas, automação industrial, sistemas orientação de autônomos, cidades inteligentes. “Cada vez mais as instituições de ensino superior e escolares em Alagoas trabalharão seus projetos para o desenvolvimento da robótica em seus espaços e buscarão novas formas de utilizar o material desenvolvido nas aulas e pesquisas, retroalimentando o processo de ensino-aprendizagem”.
“A descoberta de si como inventor ocorre quando do desenvolvimento de aplicativos, novos compósitos, produtos e/ou serviços. O inventor é um empreendedor, que busca fazer perguntas, conseguir respostas e fazer outras perguntas”, declara o analista de propriedade intelectual do NTI. Cada vez mais cedo temas como robótica, linguagem de desenvolvimento de aplicativos, softwares e aplicações, tornaram-se parte do currículo escolar em outros países, algo que ainda é incipiente no Brasil e principalmente em Alagoas.
* Sob supervisão da editoria de Cidades.
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