Cidades
CORREIOS: MAIS DE 2 MESES APÓS GREVE, ENTREGAS CONTINUAM EM ATRASO
Segundo sindicato, prioridade foi dada às cartas registradas e encomendas ficaram acumuladas
Mais de dois meses após o fim da greve dos funcionários dos Correios, as entregas de encomendas continuam atrasadas, prejudicando a vida de muitos cliente em Alagoas. Funcionários dos Correios paralisaram as atividades no mês de agosto. A greve durou pouco mais de um mês. A categoria tentava assegurar todas as conquistas dos últimos 30 anos e cobrava a manutenção do acordo coletivo firmado no ano passado. Apenas no Estado de Alagoas, estima-se que cerca de 70% dos trabalhadores cruzaram os braços, segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos em Alagoas (Sintect/AL). Devido à paralisação, serviços de entrega, postagem e serviços bancários foram prejudicados. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) aprovou no dia 21 de setembro um reajuste de 2,6%. Em contra partida a categoria teve perda de 70 das 79 cláusulas do acordo coletivo de trabalho, o que corresponde a 40% a menos no salário. “Em Alagoas, a Superintendência Regional mudou a metodologia da entrega de encomendas no período pós greve, e isso vem afetando muito a entrega no Estado. Por exemplo, só as cartas registradas estavam sendo entregues, enquanto as comuns estavam sendo acumuladas. Após denúncias do próprio sindicato, a vazão vem aumentando aos poucos”, declarou o presidente do Sintect/AL. O presidente do sindicato denunciou que a empresa em Alagoas decidiu que toda carga que está nos setores dos Correios fosse registrada como se o carteiro fosse entregá-la de uma vez. Isso quer dizer que o cliente, quando olhasse no sistema, o objeto estaria como “saiu para entrega”, mas na realidade ele ainda estaria no setor. Guerreiro ainda destaca que a culpa na demora das entregas não é do carteiro, pois ele é subordinado à Superintendência Regional e precisa atender a metodologia imposta. “Com relação à privatização dos Correios, é preciso deixar claro sua importância para o Brasil. A empresa tem estrutura para atender a população, mas necessita de investimento adequado. O lucro deveria ser investido na própria empresa com a compra de máquinas e contratação de funcionários. Atuamos nos 5570 municípios do País, e concorremos com mais de três mil empresas, em contrapartida essas mesmas empresas atuam em menos de mil municípios, só atendem em lugares que geram lucro. Então, numa privatização pessoas que moram em cidades pequenas seriam prejudicadas”, afirmou Allysson Guerreiro.
Os Correios por sua vez afirma que tais acusações por parte do sindicato são totalmente infundadas e emitiu a seguinte nota:
Não procede a afirmação do sindicato de que há priorização de regiões ou serviços por determinação da gestão. As atividades de distribuição têm sido realizadas de acordo com os normativos que regem o serviço postal, sem qualquer favorecimento a localidades ou serviços específicos.
O serviço de entrega de correspondências foi integralmente retomado, assim como as demais atividades dos Correios, após a paralisação parcial que durou 35 dias. Em razão do acúmulo de objetos, a empresa tem adotado medidas visando à normalização de suas operações, o que inclui contratação de mão de obra temporária e a realização de mutirões aos fins de semana.
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Lamentamos que essas informações estejam sendo deturpadas pela entidade sindical, que insiste em disseminar inverdades, na tentativa de desqualificar a ação dos Correios, que preza pela qualidade dos seus serviços, em respeito aos clientes e à população.
Os Correios seguem empreendendo todos os esforços para recompor os índices de eficiência dos produtos e serviços, considerados essenciais, nesse momento em que a população brasileira mais precisa.