Cidades
TAXISTAS COMEMORAM REABERTURA DO TURISMO
A categoria dos taxistas também enfrenta dificuldades na pandemia. A concorrência com os carros de aplicativos é o principal fator para a perda de renda da classe. Contudo, eles comemoram a reabertura de bares, restaurantes e hotéis, que elevaram o número de turistas que chegam ao estado.
“Nossa maior dificuldade hoje são os aplicativos, a concorrência. Temos 4 mil táxis rodando na cidade e mais de 25 mil aplicativos. E a gente tem que cumprir com as normas. Mas agora os hotéis estão abrindo os turistas voltando. Muitos turistas são pessoas do grupo de risco, idoso, aposentados que viajavam bastante pra cá e deixaram e aos poucos estão retornando”, frisa o taxista Edvilson da Silva, conhecido como Ed Olivença.
Ele diz que as medidas de segurança imposta pelas autoridades sanitárias também são seguidas.
“Hoje, o fato de o Governo ter tomado medidas como o uso de máscara, temos um controle maior em relação a ignorância das pessoas. Antes a gente pedia pra usar e acabava dando problema. As pessoas estão mais consciência. Estamos tomando todos os cuidados. Tenho álcool em gel, em líquido, tenho máscara sobrando para dar a um passageiro que esteja sem e também peço pra higienizar, forneço sempre álcool e higienizar o carro”, explica.
RENDIMENTO CAIU PELA METADE
Com a pandemia, Ed, que é motorista de táxi há dez anos, disse que o rendimento mensal caiu pela metade. Além disso, ele reclama das taxas cobradas aos taxistas para rodas em determinados locais. Ele cobra a criação de um aplicativo voltado para a categoria.
“Meu rendimento caiu pela metade. Hoje as coisas estão voltando e pedindo a Deus essa vacina para que a gente possa trabalhar com mais segurança. Uma reivindicação minha, mas que é também da categoria, é a criação de um aplicativo para taxista, como existe em outras cidades como Rio de Janeiro e São Paulo, que já tem o aplicativo do taxista. Hoje, somos reféns das operadoras de rádio e isso é cruel. Em vários estados não se paga para o táxi rodar em lugar nenhum. Aqui na capital, por exemplo, se você for rodar dentro do shopping, você tem que pagar para uma empresa que fica administrando o local. Isso pesa na renda do taxista. O táxi é um serviço público que presta serviço à sociedade. Muitas vezes temos que pagar um atravessador, que faz um acordo com o gerente de determinado local, para podermos rodar. Isso obriga o taxista a pagar para rodar naquele lugar, enquanto os aplicativos entram e saem sem pagar nada”, expôs o taxista. TB.
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