loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
sexta-feira, 31/07/2026 | Ano | Nº 6279
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Instala��o de aterro amea�a len�ol fre�tico

Ouvir
Compartilhar

O prefeito comunitário do Benedito Bentes, Silvano Barbosa, declarou ainda que o lençol freático da região está a cerca de 20 a 25 metros do solo. Segundo ele, em outras áreas indicadas pelos técnicos da Ufal, como a região do Pólo Cloroquímico de Marechal, o lençol freático fica a cerca de 95 metros abaixo do solo e 22 quilômetros distante da área urbana de Maceió. A própria Superintendência da Empresa de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) em Alagoas já se pronunciou contra a instalação do novo aterro em Cachoeira do Meirim. A distância de apenas 15 quilômetros do raio do sítio aeroportuário traria o risco da presença de urubus. Problema que já é causado pelo Lixão de Cruz das Almas, muito mais distante do aeroporto. A distância mínima de segurança é de 20 quilômetros do sítio aeroportuário. Em outubro, técnicos da Ufal que elaboraram o relatório das áreas para instalação do aterro sanitário de Maceió realizaram um simpósio em Maceió, envolvendo todos os segmentos ligados à questão ambiental. O trabalho de elaboração do relatório foi coordenado pela professora Nélia Calado. As outras quatro áreas indicadas pelos técnicos, das 11 propostas, ficam na chamada região metropolitana de Maceió, em municípios como Santa Luzia do Norte, Marechal Deodoro, Satuba e Coqueiro Seco. As áreas indicadas, de acordo com os técnicos, seguem uma escala de viabilidade que indica os melhores do primeiro ao décimo colocado. O trabalho excluiu as áreas consideradas ?ruins?, sendo analisadas aquelas que atendem às exigências e normas técnicas de natureza ambiental. Um destes critérios é o de que não haja aglomerado urbano numa área inferior a 500 metros. A proposta é para que o novo aterro tenha vida útil de 20 anos e seja instalada numa área de 70 hectares. O projeto define que a área será previamente escolhida considerando os aspectos legais e ambientais: toda a área será permeabilizada, cercada, iluminada, dotada de uma estrutura de apoio com administração e banheiros. Terá uma estação de tratamento de chorume (substância proveniente da decomposição do material orgânico). O lixo será previamente compactado e recoberto diariamente com terra. Caberá ao Instituto do Meio Ambiente (IMA) dá a resposta sobre a localização do novo aterro. Decisão que será apreciada pelo Conselho Estadual de Proteção ao Meio Ambiente (Ce-pram). Por enquanto, o relatório ainda não foi entregue oficialmente pela prefeitura ao IMA. Devido à polêmica criada sobre o assunto, a superintendente de Limpeza Urbana de Maceió, Rosa Tenório, anunciou a possibilidade de um convênio com a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para dar suporte ao trabalho desenvolvido pelos técnicos da Ufal. Ela argumentou que o Grupo de Resíduos Sólidos da UFPE dispõe de mais experiência na área, pois já desenvolveu trabalhos para instalação de aterros sanitários em outros Estados nordestinos.

Relacionadas