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�reas escolhidas para aterro geram pol�mica

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FÁBIA ASSUMPÇÃO A área onde será instalado o novo aterro sanitário de Maceió ainda não foi escolhida. Mesmo assim, já é motivo de polêmica e preocupação por parte, principalmente, dos moradores das comunidades mais próximas às áreas indicadas por um estudo feito por técnicos da Universidade Federal de Alagoas (Ufal). Sete das 11 áreas apontadas ficam em Maceió, na localidade de Cachoeira do Meirim, entre os bairros de Benedito Bentes e Ipioca. Esta semana, a reportagem da GAZETA DE ALAGOAS percorreu , ao lado do prefeito comunitário do Benedito Bentes, Silvano Barbosa, e outros líderes comunitários da região, o trecho onde estão localizadas as sete áreas apontadas pelos técnicos da Ufal como apropriadas à instalação do aterro sanitário. Parte da estrada que dá acesso ao local, a cerca de 15 quilômetros da área urbana do Benedito Bentes, já está asfaltada. Mas, boa parte do caminho é em estrada de barro, em terreno bastante acidentado e cheio de curvas perigosas, que obrigam o motorista a ter bastante atenção. Segundo Silvano, este seria o primeiro problema a ser enfrentado para a instalação do aterro no local. ?Teriam que ser asfaltados pelo menos sete quilômetros de estrada e hoje o custo de um quilômetro de asfalto é de R$ 800 mil?. Com a estimativa de que hoje será coletada em Maceió uma tonelada de lixo por dia, são necessários para fazer o transporte desse material pelo menos 170 caminhões. ?Isto afetaria diretamente os moradores do Benedito Bentes, pois todos os caminhões teriam que passar pela pista principal de acesso ao conjunto, que se apresenta freqüentemente esburacada?. Mas, o que mais preocupa o prefeito comunitário do Benedito Bentes é a questão ambiental. A possibilidade de instalação do aterro na região de Cachoeira do Meirim pode trazer sérios danos ambientais e conseqüências futuras para o abastecimento de toda a cidade. Apesar de a área já ter sido bastante devastada para dar espaço ao plantio de cana-de-açúcar, dentro dela ainda se encontram áreas de preservação ambiental e nascentes dos principais rios que abastecem a Bacia do Pratagy. Todos os pontos indicados pelos técnicos da Ufal foram devidamente marcados e a maioria fica em áreas plantadas de cana-de-açúcar. Silvano alerta, no entanto, que por trás de cada um desses pontos existem, bem próximas, nascentes de rios protegidas pela mata. Em uma das áreas, a P2 , está a poucos metros a nascente do rio da Ponte Grande. Na região de Cachoeira do Meirim também está localizada a Serra da Saudinha, a mais alta de Maceió, onde está a nascente do Rio Saúde. Na área foi construída recentemente uma barragem com uma reserva de 10 milhões de metros cúbicos de água do Rio Saúde, que pode ser futuramente a alternativa para abastecer toda a cidade. Por todas essas razões, Silvano demonstra preocupação com a possibilidade de instalação de um aterro sanitário no local. ?Nossa preocupação não é porque a área fica próxima ao Benedito Bentes, mas toda a população de Maceió pode sentir o reflexo da instalação do aterro neste local?.

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