Pesquisa
MACEIÓ TEM TENDÊNCIA DE CRESCIMENTO DE COVID-19, DIZ FIOCRUZ
Maceió tem quase 30 mil casos confirmados da doença, mais de mil óbitos e taxa de incidência por cem mil habitantes de quase 3 mil
Recente boletim divulgado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz aponta que Maceió é uma das capitais brasileiras a apresentar sinais fortes de crescimento a longo prazo dos casos de Covid-19. O levantamento do sistema InfoGripe (Fiocruz/Ministério da Saúde) alerta sobre aumento em pelo menos nove localidades.
No boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Maceió aparece com quase 30 mil casos confirmados de Covid-19, mais de mil óbitos e taxa de incidência por cem mil habitantes de quase 3 mil.
"Na presente atualização, observa-se que 18 das 27 capitais apresentam sinal de estabilidade ou crescimento na tendência de longo prazo. Dessas, 9 apresentam sinal moderado (prob. > 75%) ou forte (prob. > 95%) de crescimento na tendência de longo prazo. Florianópolis (SC), João Pessoa (PB), e Maceió (AL) apresentam sinal forte de crescimento no longo prazo", revela pesquisa a FioCruz.
Pela análise dos pesquisadores, Maceió completa 4 semanas consecutivas com sinal de crescimento.
"Nas capitais Belém (PA), Fortaleza (CE), Macapá (AP), Natal (RN), Salvador (BA), e São Luís (MA) observa-se sinal moderado de crescimento para a tendência de longo prazo. São Luís registra sinal de crescimento na tendência de longo prazo nas últimas 6 semanas. Belém, Fortaleza e São Luís completam 5 semanas consecutivas com sinal de crescimento na tendência de longo prazo, enquanto Maceió apresenta esse sinal há 4 semanas, e Natal nas últimas 2 semanas apenas", detalha o boletim.
SEGUNDA ONDA
O cenário mais desejável é sempre a tendência de queda na curva de casos. Por isso, os pesquisadores alertam na nota para o fato de que, mesmo nas capitais com estabilidade, esse platô é ocasionalmente atingido em um nível muito alto de casos. Além disso, a estabilidade em alguns lugares é sinal de que houve uma interrupção indesejável da tendência de queda. Embora o número de casos de Covid-19 tenha estabilizado em Alagoas, em países do hemisfério norte, uma segunda onda da doença levou ao fechamento de estabelecimentos e a regras mais rígidas de isolamento novamente nos últimos meses. Uma série de países europeus voltou a fazer quarentena. “O cenário na Europa ainda é preocupante, obrigando a adoção de mais um mês com medidas mais robustas de distanciamento social — o que já impactou em indicadores econômicos como os índices de confiança, de expectativa e PMIs”, afirmou em relatório nesta sexta-feira o economista da Exame Research, Arthur Mota. A Fiocruz também mostra que a curva da evolução de casos e óbitos por Covid-19 no Brasil apresentou, desde o início da pandemia, um padrão diferente dos outros países e alerta para a manutenção de um patamar ainda muito alto do número de óbitos no país, nos próximos meses, caso o cenário atual permaneça.