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Saneamento

ALAGOAS TEM A 8ª MENOR TAXA DO PAÍS EM ACESSO À ÁGUA POTÁVEL

Cobertura de coleta de esgoto também é a 8ª menor do Brasil, atingindo apenas 21% da população

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Os números do Instituto Trata Brasil mostram que, até 2018, 75% da população alagoana tinha acesso à água potável
Os números do Instituto Trata Brasil mostram que, até 2018, 75% da população alagoana tinha acesso à água potável -

Levantamento do Instituto Trata Brasil aponta que Alagoas precisa aumentar 7,69 vezes mais os investimentos em saneamento básico para atender as metas da lei sancionada em julho que trata do setor. O cumprimento dessas metas deve acontecer até 2033. Contudo, os dados mostram que entre 2016 e 2018 o investimento reduziu 24,7%, saindo de R$ 86,5 milhões para R$ 65,1 milhões. Os números mostram que,até 2018, 75% da população alagoana tinha acesso à água potável. Esse é o oitavo menor percentual do País. A cobertura de coleta de esgoto em Alagoa também é a oitava menor do Brasil, atingindo apenas 21% da população. De acordo com a lei, o Brasil precisa chegar a 2033 com 99% de sua população atendida com água tratada e com 90% coleta e tratamento de esgoto. Se mantido o atual patamar anual de investimento, apenas o Distrito Federal, São Paulo e Paraná atingirão as metas. As três unidades da federação já têm os serviços quase universalizados. Os números apontam que a necessidade de ampliação de investimentos é maior no Amapá: no estado, o estudo estima que o investimento precisa ser ampliado em 18,43 vezes para atingir a meta de universalização até 2033, passando dos R$ 6 milhões anuais investidos em média entre 2014 e 2018 para R$ 141 milhões. Alagoas está inserido no grupo de 17 estados que têm média de investimentos muito abaixo da prevista para que a meta seja atingida: Amapá, Acre, Ceará, Piauí, Maranhão, Rondônia, Pará, Amazonas, Goiás, Bahia, Tocantins, Rio Grande do Norte, Santa Catarina, Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraíba. Em sete estados, o estudo aponta que a média histórica de investimentos é relevante, mas abaixo do previsto para a universalização: Pernambuco, Roraima, Minas Gerais, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Sergipe. Em todo o Brasil, o estudo mostrou que os investimentos anuais necessários à universalização nunca foram cumpridos. Em 2014, ano com maior investimento total em água e esgoto, foram investidos (em valores atualizados) R$ 14,2 bilhões - 57% do necessário. Já entre 2014 e 2018 houve redução de 12,3% nos investimentos totais em água e esgoto no Brasil. O nível de investimento em abastecimento de água no ano de 2018 foi de R$ 5,7 bilhões, 7,1% inferior ao investimento em 2014. No mesmo período, o investimento em abastecimento de esgoto regrediu 30,9%.

CONCESSÃO

Em Alagoas, o governo do Estado leiloou, no último dia 30 de setembro, a concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário da Região Metropolitana de Maceió. Por R$ 2 bilhões, a BRK Ambiental vai assinar um contrato de 35 anos. A empresa será responsável por investir R$ 2,6 bilhões em infraestrutura ao longo do período de concessão, sendo R$ 2 bilhões já nos seis primeiros anos. A empresa assumirá a concessão dos serviços de água e esgoto de 13 cidades da região metropolitana de Maceió, que reúnem 1,5 milhão de habitantes. A BRK Ambiental deve garantir a universalização dos serviços de água nos próximos seis anos na região coberta pelo contrato de concessão da Casal. Atualmente, 89% da população da região local têm acesso ao recurso. Em relação ao esgotamento sanitário, o prazo para que 90% da população atendida pela Casal tenha ao serviço será de 16 anos. Hoje 27% contam com tratamento de esgoto. Outra meta do contrato é a redução do índice de perdas, que deverá passar dos atuais 59% para, no máximo, 25% de desperdício.

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