Consumo
CONSUMIDORES SE QUEIXAM DE PREÇOS ALTOS DA BLACK FRIDAY
As filas maiores foram registradas nas lojas de eletrodomésticos, que oferecem descontos entre 30% e 80%, segundo os lojistas
Com objetivo de garantir descontos em diversos produtos, centenas de pessoas formaram filas, nesta sexta-feira, no Centro de Maceió. A megaliquidação atraiu grande público, mas parte dos consumidores reclamaram de preços abusivos. A alta procura, no entanto, começou ainda na quinta-feira (26), véspera da Black Friday. Quem foi se dividiu em relação aos preços.
As filas maiores foram registradas nas lojas de eletrodomésticos, que oferecem descontos entre 30% e 80%. Nestes locais, a maior procura era por televisores. Foi o caso da Maria e Lourdes, nora e sogra que saíram de casa em busca de um novo aparelho e um sofá. Quando abordadas pela reportagem, as duas já tinham ido em 4 lojas, mas, segundo elas, os valores não agradaram. "É um absurdo o que estão fazendo com a gente. Enfrentamos as filas e, quando chegamos dentro da loja, os móveis estão caros. Espero conseguir comprar", afirmaram elas.
Marluce Lima aproveitou o dia para adquirir um aparelho de som. "Estava fazendo falta em casa e, então, decidi aproveitar a oportunidade. Economizei muito já na pandemia, por isso que vim. Não pesquisei o preço do aparelho, mas espero encontrar ele por um valor baixo".
Amara Maria, de 65 anos, garantiu a sua tão sonhada TV. A idosa chegou ao Centro, às 5h30, acompanhada por uma amiga. "Estava louca por este aparelho e, hoje, conseguir comprar. O valor estava bom, porém tive que parcelar, então ficou um pouco mais caro", disse.
Enquanto as lojas de eletrodomésticos registraram grande movimento, as de roupas e calçados não atraíram muita gente. Boa parte queria mesmo garantir a mobília de casa.
Como a Gazeta de Alagoas 68% dos consumidores maceioenses deverão comprar durante a Black Friday, segundo estimativa Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Alagoas (Fecomércio-AL). De acordo com os números, a estimativa é que neste ano a ação promocional movimente pouco mais de R$ 34 milhões na capital, tendo um ticket médio de R$ 302,17. Em todo país, a Black Friday deve gerar um volume de R$ 3,67 bilhões, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Ainda assim, 30% das pessoas entrevistadas disseram não acreditar nos descontos da Black Friday. Já entre os 70% que disseram acreditar, 39% confiam de forma geral, e 31% de forma parcial. Entre os que pretendem consumir na data, 41,25% pretendem comprar um item; 34,32% irão adquirir dois produtos, 12,21% vão investir em três e 2,64% comprarão quatro. O investimento em cinco ou mais será a opção de 9,57% dos consumidores. Entre os que afirmaram não ter intenção de consumir, 28,43% não enxergam bons descontos nos produtos, 17,26% não têm o costume de comprar no período, 16,24% não comprarão porque estão endividados e 10,15% disseram estar sem o 13º salário na data.
* Sob supervisão da editoria de Economia.