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PARA SINTEAL, FALTA DISCUSSÃo COM A COMUNIDADE ESCOLAR LAURA BASTOS ESTAGIÁRIA A volta às aulas presenciais na rede pública de Alagoas, anunciada na quinta-feira (3) para o início de 2021 pelo Secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, foi alvo de críticas por parte do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal), que lamenta a falta de diálogo com a comunidade escolar, diante do aumento do número de casos de Covid-19 no Estado. Em nota, o Sinteal se manifestou contrário a
A volta às aulas presenciais na rede pública de Alagoas, anunciada na quinta-feira (3) para o início de 2021 pelo Secretário de Estado da Saúde, Alexandre Ayres, foi alvo de críticas por parte do Sindicato dos Trabalhadores da Educação em Alagoas (Sinteal), que lamenta a falta de diálogo com a comunidade escolar, diante do aumento do número de casos de Covid-19 no Estado.
Em nota, o Sinteal se manifestou contrário ao retorno das aulas, citando que os trabalhadores ficarão expostos a grande risco e enfatizando que o governo de Alagoas tem demonstrado descaso com a vida humana. Para a categoria, nada justifica o anúncio neste momento.
“Estamos sofrendo muito com esse formato de aula online desde o início da pandemia, sabemos que há prejuízos para todos. Mas nada justifica que governantes coloquem milhares de famílias em risco de contaminação. As notícias são alarmantes, estamos vendo os hospitais lotando, a pandemia que tinha estabilizado voltando a subir de forma muito rápida. Serão feitas testagens em massa nos trabalhadores e estudantes? Não dá pra estar aglomerando pessoas em salas de aula sem fazer testagem”, criticou Consuelo Correia, presidente do Sinteal.
Segundo ela, o Sinteal se reuniu esta semana com o secretário de Estado da Educação e esse plano de retomada sequer foi mencionado. “Ainda estamos preocupadas com a questão pedagógica de 2020, que está sem definições. Na rede estadual, por exemplo, foi um ano difícil, que os educadores trabalharam mais e em piores condições que o normal, mas mesmo assim ainda não se sabe como será finalizado. Foram mudanças de plataforma, alunos com dificuldade de acesso, entre outros problemas”, relatou.
Para pensar em um próximo ano letivo, o anúncio feito dessa forma pelo secretário de Saúde, e não pelo da Educação, trouxe ainda mais dúvidas, como levanta Consuelo. “Como foi discutido o protocolo? Será viável do ponto de vista pedagógico o formato que a saúde pensou? Quais as condições reais nas escolas, na estrutura que temos? As pessoas receberão treinamento, ou vai ser como o ensino online, que cada trabalhador teve que se virar e tirar da própria estrutura para manter o trabalho?” *Sob a supervisão da editoria de Cidades