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‘NÃO PENSEI QUE SERIA ASSIM’, DIZ MÃE DE VÍTIMA LÍVIA LEÃO REPÓRTER Com as vidas perdidas no acidente ocorrido na cidade de João Monlevade, em Minas Gerais, com um ônibus de Alagoas, muitos sonhos ficaram para trás. Nesta segunda-feira (7), enquanto aguardavam a chegada dos corpos das vítimas no Aeroporto de Paulo Afonso-BA, familiares contavam como foram os últimos momentos dos parentes que não resistiram ao acidente. Uma dessas pessoas era a dona Edeilda da Silva, de 66 anos, que perdeu o filh

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Com as vidas perdidas no acidente ocorrido na cidade de João Monlevade, em Minas Gerais, com um ônibus de Alagoas, muitos sonhos ficaram para trás. Nesta segunda-feira (7), enquanto aguardavam a chegada dos corpos das vítimas no Aeroporto de Paulo Afonso-BA, familiares contavam como foram os últimos momentos dos parentes que não resistiram ao acidente. Uma dessas pessoas era a dona Edeilda da Silva, de 66 anos, que perdeu o filho mais velho na tragédia. A mulher simples, de Delmiro Gouveia, no Sertão de Alagoas, estava com dezenas de pessoas da família à espera do corpo do filho, José Ricardo da Silva, de 35 anos. Vestidos com a camisa do Flamengo, time do coração da vítima, os parentes chegaram de ônibus a Paulo Afonso para fazer as últimas homenagens ao rapaz. Segundo a mãe dele, José Ricardo era uma pessoa alegre e que gostava muito de viajar. Recentemente, ele teria conhecido uma amiga, que o convenceu a fazer essa viagem que resultou na morte não só dele, mas dela também.

“Ele disse que ia embora depois da eleição. Vendeu uma moto novinha, que tinha comprado, e pegou o dinheiro para pagar a passagem. Eu tentei convencê-lo a não ir. Perguntei quem ficaria cuidando de mim, mas ele foi. Na segunda-feira, ele disse que viajaria na quinta e eu disse: ‘Que Deus te leve, meu filho’, mas não imaginei que seria para sempre”, diz a dona Edeilda emocionada.

Agora, o que restou foi apenas a saudade. Dona Edeilda fala com tristeza sobre a amizade que culminou na morte do filho. Ela diz que ele mudou o comportamento depois que conheceu a ‘mulher’, que ela não sabe o nome, mas que também morreu no acidente. O corpo de José Ricardo será velado e sepultado na sua cidade natal, Delmiro Gouveia.

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