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À ESPERA DE VACINA, ALAGOANOS RELAXAM E CASOS DE COVID DISPARAM

Medidas de distanciamento social estão sendo ignoradas, e aglomerações são cada vez mais comuns

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Imagem ilustrativa da imagem À ESPERA DE VACINA, ALAGOANOS RELAXAM E CASOS DE COVID DISPARAM
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Chegou o momento mais aguardado desde que a Organização Mundial de Saúde decretou que o mundo vive uma pandemia do coronavírus, em março de 2020. As notícias sobre o início da vacinação contra a Covid em alguns países trouxe alívio, mas a sensação é que no Brasil não entraremos em um novo ano a partir de janeiro. Serão ainda meses de expectativa, em cenário ainda confuso sobre a vacina. Durante a semana, o ministro da Saúde Eduardo Pazuello voltou a afirmar que a campanha de vacinação contra o novo coronavírus poderá começar em fevereiro de 2021. Como alguns estados brasileiros, Alagoas decidiu recorrer ao governo de São Paulo para assinar protocolo de intenções no Instituto Butantan que pode garantir a aquisição de um milhão de doses da Coronavac, com imunização prevista para começar em fevereiro para grupos prioritários. Com a volta paulatina às atividades de antes da pandemia, os alagoanos acabaram deixando de lado medidas que reduziriam as chances de proliferação do coronavírus. As aglomerações passaram a não provocar mais revolta e espanto: bares, restaurantes, comércio, eventos e reuniões familiares retornaram. Com isso, os números de casos e mortes voltaram a preocupar. Na sexta-feira, Alagoas já totalizava mais de 100 mil casos confirmados e 2.399 óbitos. Há ainda quase 9 mil casos suspeitos, aguardando o resultado dos exames. “Esse relaxamento precipitado está sendo muito prejudicial a todos. É importante lembrar que não temos nenhum prazo definido ainda sobre a vacinação, então não é o momento de relaxar nas medidas de proteção, de cuidado, de distanciamento social, de lavagem das mãos e de usar máscara”, explica o infectologista Fernando Maia. “É muito importante que as pessoas não relaxem nesses cuidados porque nós temos apenas uma expectativa de liberação de vacina. Não temos nada certo. É preciso continuar com os cuidados para que a gente não tenha um aumento ainda maior do número de casos do que a gente já teve nos últimos dias”, acrescenta.

VACINA

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) informou que todas as medidas de enfrentamento à pandemia da Covid-19 continuam em vigência. O governo já informou que não há possibilidade de retroagir nas fases de distanciamento social controlado. A Sesau diz ainda entender que a aquisição de uma vacina com a eficácia comprovada contra a Covid-19 é de responsabilidade do Ministério da Saúde. “O Ministério da Saúde está sendo cauteloso, vejo uma posição correta na expectativa que a Anvisa libere a vacina para que ela possa ser utilizada. É importante que não haja briga política agora entre governadores e governo federal para que assim que a vacina chegar possa ser distribuída o mais rapidamente possível para toda a população brasileira”, reforça Fernando Maia. De acordo com o infectologista, o órgão que tem a capacidade, que tem o plano já instalado, funcionando muito bem é o governo federal com o programa nacional de imunizações. “É importante que não haja essa briga agora para que a gente não perca tempo e principalmente não perca vidas preciosas”.

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“Até que tenhamos atingido uma imunidade coletiva, a partir de um robusto programa de vacinação que deverá durar meses, nossas únicas armas na luta contra o novo coronavírus continuam sendo as medidas de proteção amplamente divulgadas nesses últimos meses: higienização das mãos, uso da máscara e distanciamento social. Assim, espera-se que o poder público se empenhe nas conscientização, regulamentação e fiscalização do cumprimento dos protocolos. Mas, acima de tudo, espera-se que cada cidadão e cidadã alagoana faça sua parte”, diz trecho do relatório feito por pesquisadores da Ufal que compõem o Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o Enfrentamento da Covid-19, divulgado no início da semana.

De acordo com o Observatório, a intensa movimentação de pessoas, combinada com a falta de adoção das medidas protetivas, como o não uso de máscaras e a formação de aglomerações, espera-se um aumento do número de novos casos nas próximas semanas no estado que pode levar à formação de uma nova onda de transmissão, a “segunda onda”, de forma mais nítida no caso de Maceió. “Mantido esse comportamento, podemos repetir o fenômeno observado no primeiro semestre, quando a doença se espalhou pelo território alagoano a partir da capital. É provável que nas próximas semanas continuemos a registrar aumento no número de óbitos”, diz o relatório.

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