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PESQUISADORES CONFIRMAM SEGUNDA ONDA

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Pesquisadores que compõem o Observatório Alagoano de Políticas Públicas para o enfrentamento da Covid-19 alertam, em relatório divulgado na segunda-feira (21), sobre o aumento do número de casos e óbitos em Alagoas causados pelo Sars-Cov-2, respectivamente, 49% e 52%. O levantamento confirma o alerta feito na semana anterior de forte crescimento e segunda onda da doença. A situação é mais preocupante em Maceió, entretanto, a tendência é de crescimento também no interior de Alagoas. Com o aumento da transmissão, a demanda por serviços destinados a atender pacientes com a Covid também sentiu, especialmente a ocupação de leitos. “Além disso, o estado continua apresentando um alto número de casos suspeitos (9.429 em 20/12), o que representa mais uma evidência do agravamento da situação. Com relação à distribuição espacial dos novos casos, percebe-se um cenário semelhante ao observado nos primeiros meses da pandemia quando os casos se concentraram em Maceió”, informam os pesquisadores da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

De acordo com o último relatório, a análise dos gráficos confirma o estabelecimento da segunda onda em Alagoas e que, após um período de quase dois meses com baixa incidência de casos, o estado voltou a registrar aumento, seguido da alta de óbitos, tendência que deve se manter nas próximas semanas, segundo predições realizadas por grupos de pesquisa que têm se dedicado ao tema, como o Observatório de Síndromes Respiratórias da UFPB. “Assim, espera-se que nas próximas semanas a incidência de casos do interior do estado volte a ultrapassar à da capital, fenômeno semelhante ao ocorrido em maio, quando da ascensão da primeira onda de contágio do novo coronavírus. Neste cenário de expansão da transmissão, a demanda pelos serviços de saúde continua aumentando, o que causou um aumento de trinta e três leitos disponíveis para tratamento das vítimas da Covid-19 na rede pública”, diz trecho da análise. “Considerando que a volta à normalidade está condicionada a uma imunização coletiva que só deve ser conquistada com um amplo programa de vacinação, devemos redobrar nossas atenções para cumprimento das medidas de prevenção, como a utilização da máscara, higienização das mãos e distanciamento social”, destacam os pesquisadores da Ufal.

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