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FAMÍLIAS ALAGOANAS MUDAM ROTINA DE NATAL DEVIDO À PANDEMIA

Em muitas casas, confraternizações de fim de ano ficarão restritas ao núcleo familiar

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Imagem ilustrativa da imagem FAMÍLIAS ALAGOANAS MUDAM ROTINA DE NATAL DEVIDO À PANDEMIA
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Até agora, em Alagoas, mais de cem mil pessoas adoeceram e quase 2.500 óbitos foram registrados por causa da Covid-19. Devido à pandemia, as luzes, as festas e o tradicional encontro de Natal, neste dia 24 de dezembro de 2020, serão diferente: sem tanto brilho, sem aglomeração e um pouco mais nostálgico, com apenas o núcleo familiar. Pelo menos nas famílias de Flávio Marcílio Maia, Pedro Neto, Andréa Aragão e Jônatas Medeiros, que conversaram com à Gazeta de Alagoas. Recém-curado da Covid, o professor universitário Flávio Marcílio Maia conta que, pela primeira vez, não vai ao interior para celebrar com os familiares. “Sempre passei o Natal em Palmeira dos Índios, uma tradição mesmo em família. Este é o primeiro ano que todos se separaram e cada um vai fazer o natal na sua casa, antes todos se reuniam na casa da minha avó mas quando ela se foi, há 12 anos, a ceia ficou a cada ano na casa de um familiar”. Ele retrata que o Natal sempre teve cheiro de aconchego e que, o fato da pandemia proporcionar essa separação, deixou todo mundo triste. “A ceia começava bem antes. Antes da noite, todo mundo se concentrava nos preparativos. Como moro em Maceió, geralmente ficava na casa de uma tia, onde eram preparados o peru e o pernil, o arroz de forno. E o cheiro dessas comidas, pra mim, meio que marcam essa época”. O jornalista Pedro Neto, conta que, devido à pandemia, passará o Natal com o irmão. “Por causa da pandemia e até por conta do cancelamento de vários eventos, resolvi passar o natal e ano novo apenas com meu irmão que é com quem vivo atualmente. A tradicional ceia de natal com a família esse ano não deve acontecer”. Antes da pandemia, todos os anos, a família de Pedro se reunia na casa da avó. “Na maioria dos anos, era o único momento em que todos estavam juntos num mesmo local. A ceia sempre era servida lá com a casa lotada de gente”. Sobre este ano, Pedro Neto conta que a programação deve ser assistir alguma série ou algum filme. “Até o momento não pensei em nada específico pra esses dias”, e acrescenta que, mesmo os familiares morando próximo, ele prefere não arriscar. “Meus avós moram no trapiche, minha mãe mora em marechal e meu pai mora em bebedouro, porém não tenho muito contato”. Para a família do analista de marketing, Jônatas Medeiros, de 27 anos, o dia tem um sabor diferente. Isso porque, segundo conta, o pai está para receber alta após dias internado devido à covid. “Esse ano não vamos celebrar como sempre fizemos. Nossa ceia será em casa, apenas com meus pais e minha vó, que mora com a gente. Meu pai está internado, se tratando das sequelas da Covid-19, com previsão de alta para a véspera de Natal. Então mesmo sem a família completa, esse natal será muito especial”, disse. Antes da pandemia, ele sempre comemorava o natal duas vezes, junto com a família da namorada e depois com a família. “Minha família sempre reunia todos os tios, primos e agregados”.

Imagem ilustrativa da imagem FAMÍLIAS ALAGOANAS MUDAM ROTINA DE NATAL DEVIDO À PANDEMIA
| Foto: Acervo pessoal

A nutricionista Andréa Aragão sempre reunia todos os familiares. “Já era de praxe nos reunirmos na minha casa sempre reunia meus pais, meus irmãos, sobrinhos, sobrinhos-netos, a gente sempre se reuniu. E aí, no ano passado, meus pais adoeceram, já começamos a sentir falta dos meus pais, que não conseguiram mais se locomover para participar. Este ano, devido à pandemia, meus irmãos e os demais não vão estar presentes. É muito triste o que a pandemia faz com a gente, com o nosso núcleo familiar, que é um momento de confraternização e muitos abraços, beijos, brincadeiras e trocas de presentes, de renascimento”, contou.

Este ano, ainda segundo ela, tudo mudou e, “cada um vai ficar com seu núcleo familiar, em suas casas, mas vamos fazer video chamada”.

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