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QUEM VIAJA PARA REVER PARENTES DIZ ESTAR RECEOSO

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O ano de 2020 mostrou-se atípico de várias maneiras, transformando sobretudo a maneira como nos relacionávamos uns com os outros. O isolamento social gerado em decorrência da pandemia do coronavírus fez com que várias famílias se distanciassem mesmo que temporariamente, afim de garantir o bem-estar de todos, principalmente daqueles que fazem parte do grupo de risco da doença. Com a chegada das férias de fim de ano, muitas pessoas têm aproveitado para viajar e reencontrar seus entes queridos, como é o caso da enfermeira Joana Dark. “Estou há um ano sem ver minha família, mas mesmo com a saudade tomarei os devidos cuidados, por fazer parte do grupo de risco. Tenho 69 anos e sou enfermeira, passarei as festas na casa de minhas irmãs em Fortaleza, e não irei me reunir com os mais jovens da família”, explicou. Com o aumento expressivo no número de infectados pela Covid-19, o povo está receoso em rever seus parentes mais velhos.

“Estou indo a Pernambuco encontrar os parentes da minha esposa. Vamos tentar manter o distanciamento, não passaremos as comemorações com toda a família reunida. Haverá um cuidado com quem é mais velho, eles estão indo por sua conta e risco, não concordo, mas cada um exerce sua liberdade como acha melhor”, desabafou Clóvis Sapucaia.

No entanto, nem todas as pessoas poderão passar o fim de ano com sua família, seja por necessidade ou opção, essa é a situação do empresário Ricardo Manegotti. “Eu sou de Goiânia, estou trabalhando em Maceió há um tempo. Pretendia passar com minha família, se não fosse pelo coronavírus. Mesmo tomando todos os cuidados o risco ainda existe”, contou. No dia 18 de dezembro, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), alertou para o aumento no número de casos de covid na capital alagoana. A infectologista do Hospital Geral do Estado (HGE), Angélica Novaes, fez algumas recomendações de prevenção durante as reuniões. “É preciso considerar que sempre há o risco de haver a contaminação. Seja através do ar, pelo contato com objetos e pelas pessoas. É importante que os pertencentes ao grupo de risco ou que convivam com alguém com a saúde frágil evitem participar desses encontros. Também é interessante que os alimentos sejam preparados com muito rigor na higiene e que eles sejam consumidos em ambiente com distanciamento entre pessoas”, orienta a infectologista.

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