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VACINAÇÃO EM ALAGOAS DEVE COMEÇAR EM FEVEREIRO, PREVÊ SESAU

Idosos, profissionais da saúde e pessoas com comorbidades serão os primeiros a serem imunizados

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Imagem ilustrativa da imagem VACINAÇÃO EM ALAGOAS DEVE COMEÇAR EM FEVEREIRO, PREVÊ SESAU
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A realidade de uma vacinação contra a Covid-19 parece estar cada vez mais próxima em Alagoas. Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o estado deve começar a vacinação a partir de fevereiro, seguindo os protocolos definidos pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde (MS). A distribuição da vacina será feita exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e os grupos prioritários serão os primeiros a receber o imunizante.

Ainda de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), o órgão continua acompanhando todos os debates e tratativas em torno do Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde (MS), para seguir todo o planejamento para recebimento dos imunizantes, armazenamento e distribuição da vacina junto aos municípios alagoanos.

“Existe o Plano Estadual de Imunização, que segue todo o planejamento do Ministério da Saúde, seguindo todas as orientações e regras sobre os grupos prioritários para vacinação e quem será vacinado em um segundo momento. Em relação à logística para distribuição das vacinas contra Covid-19, o Governo do Estado garantirá a segurança no transporte e armazenamento, pois o acesso aos imunizantes ocorrerá exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, disse a assessoria da pasta. Já no que tange à organização junto aos municípios alagoanos para a chegada e distribuição da vacina, o órgão informou que existem centrais localizadas nas cidades para que os imunizantes sejam compartilhados e a população vacinada, priorizando, claro, os grupos de risco. De acordo com o plano do governo federal, as três primeiras fases incluem os diferentes grupos prioritários. Entre elas, na primeira fase estão o trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas; população indígena em terras demarcadas aldeadas; povos e comunidades tradicionais ribeirinhas. Na segunda fase estão pessoas de 60 a 74 anos e na terceira pessoas com comorbidades.

ATRASO NA VACINAÇÃO

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Para o infectologista Marcelo Constant, o prazo decretado para o início da vacinação representa um atraso em comparação a outros países. “Se você for olhar outros países, a vacina já começou a ser distribuída agora em dezembro e nós só iremos começar, talvez, em fevereiro do ano que vem. E olhe que isso ainda é estimativa, porque precisamos encarar o cenário mundial. São muitos países querendo a vacina, quanto mais demorarmos para encomendar as remessas, menos chance teremos de que ainda tenham vacinas produzidas, ou seja, mais atraso na vacinação”, pontuou. “Agora sobre o calendário estipulado pelo Plano Nacional de Imunização (PNI), eu acredito que não seja tão ruim. O Brasil sempre foi referência no que tange a vacinação em si, o que me preocupa é se o plano realmente será seguido, mas, caso ele seja, o protocolo de imunizar primeiro os grupos de risco, deixando os demais para depois, não é ruim. Principalmente porque além de imunizar os mais vulneráveis, ainda sobrará tempo para produzir mais doses do imunizante escolhido”, explicou o médico.

Constant voltou a tocar no assunto dos cuidados e reforçar que, enquanto a vacina não for uma total realidade, os cuidados básicos precisam continuar acontecendo. O médico frisou a importância de não se aglomerar, de continuar usando máscara, álcool em gel e, acima de tudo, pensar nos que podem ser afetados por conta de descuidos. “Já estamos há quase um ano esperando essa vacina chegar. Finalmente falta pouco. Continuem se cuidando e respeitando o distanciamento social”, finalizou.

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