Cidades
OCUPAÇÃO DE LEITOS DE UTI PARA COVID EM AL CRESCE 57,3% EM 30 DIAS
Das 174 vagas disponíveis, 107 se encontram ocupadas; em Maceió, taxa é de 60%
Num período de 13 dias – entre 23 de dezembro e 5 de janeiro –, a taxa de ocupação de leitos de UTI para pacientes de Covid em Alagoas passou de 45,9% para 61,4%. Na antevéspera de Natal, dos 174 leitos disponíveis, 80 estavam ocupados; na terça-feira (5), eram 107, o que representa um aumento de 33,3%. Considerando os últimos 30 dias, a taxa cresceu 57,3% em Alagoas
De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), a capital alagoana está com mais da metade dos leitos de UTI ocupados, ficando a taxa em 60%. Dos 104 leitos de UTI disponíveis para tratamento na capital, 63 estavam ocupados até terça-feira (5). Já no interior do estado, a ocupação chega a 53%, onde, dos 83 leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) disponíveis, 44 estão ocupados.
Em relação aos leitos com respiradores em hospitais de Alagoas, 114 dos 220 estão ocupados, uma taxa de 52%. Na capital, 69 dos 123 têm pacientes e, no interior, 45 dos 97, respectivamente, 56% e 46%. Nesse mesmo ponto, no mês passado, o percentual ficou em 42%. Já a taxa de ocupação de leitos clínicos no período de um mês, segundo a Sesau, subiu de 32% para 39%.
O aumento na ocupação se dá, segundo Marcelo Constant, médico infectologista, por diversos motivos, que vão desde as eleições até as festas de fim de ano. “Como o período de incubação do vírus não é tão curto, o aumento no número de casos, que leva ao aumento no número de ocupação de leitos de UTI, se dá por diversos fatores, desde as eleições municipais até as festas de fim de ano. As pessoas começaram a ter uma falsa noção de que a pandemia acabou e que podem se aglomerar. Agora estamos vendo o resultado disso através dos números”, explicou o médico.
Constant explicou ainda que, não existe um percentual que possa ser considerado como o mais preocupante na ocupação de leitos quando a situação é de crescimento de casos. De acordo com o médico, a partir do momento que a cada boletim de ocupação o número sobe, a preocupação já deve existir. Para ele, os meses em que o estado passou em baixa no número de infecção e agora está entre os mais altos exemplifica isso.
TURISTAS E AUMENTO DE CASOS
O médico fez um alerta quanto à alta temporada do turismo alagoano, que vai até o mês de março. O estado espera receber, de acordo com informações da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur), em torno de 750 mil turistas esse ano. Para o médico, apesar do turismo ser um dos pontos que movem a economia da cidade, receber tantas pessoas em meio a um aumento de casos pode levar a um descontrole da doença. “Não estou falando que devemos ser hostis com visitantes de outros estados, não é isso. Mas, estamos em uma pandemia, à medida que receberemos mais turistas o risco vai aumentar mais, tanto para a gente, quanto para eles. Eu pessoalmente não consigo entender o que faz uma pessoa querer viajar em plena pandemia. Você coloca não somente a sua vida em risco, como a de outros também”, ponderou o infectologista.
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