loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

CORONAVAC TEM 78% DE EFICÁCIA, DIZ ESTUDO

Ouvir
Compartilhar
Imagem ilustrativa da imagem CORONAVAC TEM 78% DE EFICÁCIA, DIZ ESTUDO
-

A Coronavac, vacina que é a aposta do governador João Doria (PSDB-SP) no combate à Covid-19 e trunfo político contra seu rival Jair Bolsonaro, teve uma eficácia de 78% a 100% nos estudos finais realizados no Brasil. O índice de 78% se aplica à prevenção de casos leves da doença. Entre os voluntários vacinados que se contaminaram, não houve nenhum caso moderado, grave, morte ou internação necessária. “Nós conseguimos a vacina do Brasil, que vai salvar milhões de brasileiros. Temos a vacina em solo, em condições de começar a vacinação”, disse o tucano. Os dados foram apresentados à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em reunião na manhã de ontem, quando o Instituto Butantan iniciou as tratativas para oficializar o pedido de uso emergencial do imunizante que irá produzir. Eles foram revisados na Áustria pelo Comitê Internacional Independente, que acompanha os ensaios. A expectativa paulista é de que a Anvisa não use todos os dez dias de que dispõe para aprovar a vacina. Uma nova reunião já irá ocorrer nesta tarde e o pedido deverá ocorrer de forma oficial até sexta (8). O órgão estadual patrocinou o estudo da fase 3, a final, da vacina criada pelo laboratório chinês. Desde 20 de julho, 12.476 profissionais de saúde voluntários em 16 centros clínicos de oito estados brasileiros receberam duas doses do imunizante, com 14 dias de intervalo entre elas. Metade do grupo recebeu a vacina e os outros, placebo. Cerca de 220 dos voluntários foram infectados pelo Sars-CoV-2, aproximadamente 160 entre quem recebeu a solução inerte e 60, entre inoculados com o fármaco. Se fosse feita uma conta direta, isso indicaria uma eficácia aproximada de 63%. Mas o cálculo embute ponderações que incluem diferentes escores clínicos, ou graus de gravidade da doença, o que eleva o resultado final. O detalhamento do estudo, além de estratificações por faixa etária, só será feito após a aprovação do uso. Não há ainda data para publicação em periódicos científicos, mas as fases anteriores foram todas documentadas. Segundo o Butantan, a proteção foi similar para jovens e para pessoas com mais de 60 anos, mas o grupo mais vulnerável de idosos ainda está sendo objeto de um estudo em separado. Nenhum dos voluntários vacinados que pegaram o vírus precisou ser internado. O diretor-presidente do Butantan, Dimas Covas, emocionado, afirmou: “Nunca achei que teríamos tão rapidamente? a vacina”. Ele lembrou que a velocidade com que os imunizantes são desenvolvidos recebe críticas, mas é típica de uma “situação epidêmica”. A Coronavac já tinha tido sua segurança aferida nas fases 1 e 2, na China, não causando nenhum efeito colateral grave nos voluntários. “É uma das mais seguras do mundo”, afirmou. A divulgação ocorre depois de dois adiamentos e muita confusão acerca dos números. Para uma vacina ser aprovada, ela precisa ter ao menos 50% de cobertura, algo que o governo paulista já havia anunciado. Inicialmente, São Paulo iria divulgar os números preliminares em 15 de dezembro. Só que o Butantan registrou que havia infectados suficientes no estudo para promover seu resultado final, e empurrou o anúncio para o dia 23. Na China, a vacina é uma das três aprovadas para uso emergencial desde julho, sendo que 700 mil pessoas já receberam a Coronavac no país, e os indonésios aprovaram a aplicação a partir do dia 13. A equalização dos resultados gerou forte tensão dentro do governo paulista e na sua relação com a Sinovac. Em reuniões que começavam à noite por causa do fuso de 11 horas para Pequim, autoridades paulistas discutiram o caso nas últimas três semanas.

Relacionadas