Cidades
POPULAÇÃO ENFRENTA LONGAS FILAS NOS BANCOS
As filas em bancos e agências bancárias continuam crescendo em Alagoas. Apesar do término da distribuição do auxílio emergencial, que lotou filas de diversas agências da Caixa Econômica Federal (CEF), a reunião de pessoas nesses estabelecimentos continua sendo uma realidade que, diante de uma pandemia e aumento progressivo no número de casos de Covid-19, pode simbolizar mais um vetor para contaminação pelo novo vírus.
O presidente do Sindicato dos Bancários, Márcio dos Anjos, assume que as filas continuam acontecendo, mas salienta que a fiscalização cabe ao Poder Público de Alagoas. “É bom salientar que essa questão de filas fora das agências não é responsabilidade das agências bancárias, muito embora, essas pessoas estejam indo para esses estabelecimentos. A agência é responsável somente por evitar que haja uma grande quantidade de pessoas dentro do estabelecimento, gerando aglomeração”, explicou o presidente.
“Porque assim, existe uma lei municipal que trata de aglomerações e sua proibição, mas o que acontece é que ela não é posta em prática. Porém, isso é responsabilidade do Poder Público de Maceió. Filas podem existir, desde que seguindo condições, como, que haja distanciamento social, que seja disponibilizado cadeira para o pessoal que está aguardando, etc”, destacou.
O presidente contou ainda que, durante a concessão do auxílio emergencial, algumas agências da Caixa Econômica Federal (CEF) estavam com parceria com a Prefeitura de Maceió, para impedir que ocorressem aglomerações nas portas das agências, como foi registrado em diversos momentos, porém, reforça que isso é papel único do Estado, e não dos bancos ou do sindicato.
FISCALIZAÇÃO
A Secretaria Municipal de Segurança Comunitária e Convívio Social (Semscs), informou que, através da Guarda Municipal, participa das fiscalizações em conjunto com a Secretaria Municipal de Vigilância Sanitária e que até o momento, esse tipo de fiscalização é realizada por meio de denúncias em filas na parte externa das agências bancárias. Por isso, algumas situações passam despercebidas
A Gazeta de Alagoas também entrou em contato com o Ministério Público Estadual (MPE), mas, até o fechamento desta edição, não obteve resposta.
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