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NÚMERO DE PACIENTES COM COVID-19 EM UTIs CRESCE 37% EM ALAGOAS

Médicos atribuem aumento das internações ao descumprimento das medidas de isolamento social durante as festas de fim de ano

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Imagem ilustrativa da imagem NÚMERO DE PACIENTES COM COVID-19 EM UTIs CRESCE 37% EM ALAGOAS
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O número de pacientes com Covid-19 internados em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) cresceu 37% em Alagoas este mês. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) apontam que, até a última quinta-feira (21), 120 pessoas estavam nessa situação. Em dezembro, no mesmo período, eram 87 pacientes em leitos de UTI. Médicos ouvidos pela Gazeta contam que essa alta é um reflexo das cenas de aglomeração e desrespeito às medidas de segurança vistas durante as festas de final de ano. Atualmente, a rede pública de Alagoas conta com 224 leitos de UTI, que estão com ocupação de 54%. Ao analisar os números de forma mais específica, é possível ver que em alguns lugares a situação é mais crítica. No Interior, por exemplo, a taxa de ocupação é de 58%. No hospital Santa Rita, em Palmeira dos Índios, tanto as seis vagas de UTI, quanto os cinco leitos clínicos estão totalmente ocupados. Em Santana do Ipanema, no Sertão do Estado, o hospital Clodolfo Rodrigues, só tem uma vaga livre UTI, as outras nove já estão ocupadas. Na mesma situação estão os leitos clínicos do hospital, de um total de 20, apenas um está vago. A situação dos leitos clínicos em Alagoas também é de ocupação total em algumas unidades de saúde. É o caso do Hospital Universitário, em Maceió e da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Penedo e da Santa Casa de Misericórdia de São Miguel dos Campos. Já na UPA de São Miguel dos Campos são duas pessoas em apenas uma vaga de leitos clínicos. No Hospital Geral do Estado (HGE), as vagas de UTI intermediária estão 100% ocupadas. De acordo com a médica intensivista Cláudia Falcão, que é chefe da UTIs com pacientes acometidos pela Covid-19 da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, no hospital em que ela atua, a ocupação aumentou cerca de 70% em relação ao início de dezembro. “Nota-se com este aumento, que as festas de natal e final de ano foram impactantes, onde observamos, através da imprensa, muitas aglomerações de pessoas em festas e sem a proteção de barreira (máscara facial)”, relata. A médica conta que “o problema persiste, em menor quantidade, porque um grande número de pessoas insiste em não usar máscaras e álcool a 70%, além de não se higienizar adequadamente e principalmente, muitas não obedecem o distanciamento social”. Falcão conta que o perfil de infectados nos primeiros dias de 2021 ficou entre as pessoas com idade entre 50 e 75 anos. Contudo, ela conta que foi notado um aumento de 20% na infecção entre pacientes na faixa etária de 30 a 40 anos. Sobre os internamentos, Cláudia Falcão explica que a internação de um paciente com COVID-19 em UTI é, em média, de 18 a 28 dias. “Em formas graves este período pode se estender até 60 dias. Sabemos que cerca de 8 a 5% dos casos é que precisam de tratamento intensivo e destes, a incidência de óbito gira em torno de 20 a 30%”, revela. O médico clínico e especialista em infecção hospitalar Rodrigo Cruz, chama a atenção que o perfil dos pacientes internados permanece o mesmo, que, segundo ele, são idosos e pessoas com comorbidades, no entanto, ele ressalta que os jovens são o maior grupo infectado. Diante desse cenário, ele alerta que o público jovem é, muitas vezes, o principal vetor de transmissão para os mais velhos. Rodrigo Cruz diz que também percebeu aumento nas internações após as festas de final de ano. Ele lembra que os sintomas da doença aparecem entre 8 e 12 dias após a infecção. Cruz pondera que o número de ocupação de UTIs não é um índice fácil de reduzir, tendo em vista o tempo médio que as pessoas ficam internadas. O especialista alerta que a taxa de mortalidade é alta quando o paciente é intubado, tanto que, nessa situação, as chances de óbito são maiores do que a de sobrevivência, de acordo com ele.

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