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REVENDEDORES DE GÁS DE COZINHA EM ALAGOAS COGITAM PARALISAÇÃO

Protesto que deve acontecer em todo o País tem como motivo o aumento sucessivo no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP)

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Revendedores de gás de cozinha se queixam dos sucessivos aumentos no preço do GLP
Revendedores de gás de cozinha se queixam dos sucessivos aumentos no preço do GLP -

Os aumentos sucessivos no preço do gás liquefeito de petróleo (GLP) - o popular gás de cozinha -, está levando revendedores de todo o Brasil a se prepararem para uma possível paralisação no dia 1º de fevereiro. Último aumento de 6% foi autorizado no começo do ano, pela Petrobras. Em Alagoas, a classe não desconsidera a possibilidade de paralisação caso os aumentos continuem acontecendo, mas até o momento, permanece sem aderir ao movimento. Segundo o revendedor Leandro Cezar, dono de um estabelecimento no Trapiche da Barra, em Maceió, a classe não descarta a possibilidade de aderir ao movimento. “A classe, no geral, está querendo protestar por esses aumentos consecutivos, que são sentidos não somente pelo consumidor, como também para quem revende”, disse o profissional. “Nós não estamos conseguindo tirar o suficiente do que estamos recebendo. Estamos, basicamente, absorvendo os aumentos para evitar que chegue no consumidor e cada dia ficamos mais sucateados por isso”, contou. Ele explicou que o aumento de R$ 5,00 que era o esperado, fazendo o botijão de gás subir o preço e oscilar entre R$ 75,00 a R$ 80,00 não ocorreu, porque ele precisou absorver esse aumento e ‘se virar’ com suas contas. “Vem um aumento de cada lado, primeiro por conta do aumento de 6% da Petrobras, agora teve também o aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), ou seja, não tem como segurar por muito tempo”, explicou.

Jonatha Soriano, também revendedor de gás de cozinha, não acredita em paralisação, apesar dos aumentos no preço. “Mesmo que tenha a paralisação, quem fica sem trabalhar acaba levando a pior para aquele que não parou, ou seja, não acho que vá realmente acontecer”, disse.

Soriano também contou que, diferente da última vez, não conseguiu absorver o aumento no preço. Em seu estabelecimento, o gás estava custando R$ 70,00 à vista e R$72,00 no cartão até dezembro. Agora está na faixa dos R$ 75,00 mais o acréscimo a depender do bairro entregado. Em nota, a Associação Brasileira das Entidades de Classe das Revendas de Gás LP (Abragás), informou que a iniciativa de grupos de revendedores que estão se articulando para realizar manifestações é positiva no sentido de chamar atenção das autoridades competentes pela falta de atenção ao segmento revendedor de gás de cozinha, mas afirma que não apoia ações pontuais de grupos que não defendem os interesses coletivos dos diversos pleitos do setor.

* Sob supervisão da editoria de Economia.

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