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HOMENS DIABÉTICOS ENTRE 70 E 79 ANOS LIDERAM MORTES

Maior número de infectados pelo coronavírus em Alagoas, entretanto, é visto na faixa etária entre 30 e 39 anos

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Imagem ilustrativa da imagem HOMENS DIABÉTICOS ENTRE 70 E 79 ANOS LIDERAM MORTES
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Homem, pardo, diabético e com idade entre 70 e 79 anos. Este é o perfil do alagoano que morreu vítima da Covid-19. Os dados foram levantados no mais recente boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), da última sexta-feira (29/01). Contudo, o perfil dos mortos em Alagoas difere do perfil de pessoas infectadas, o que acende um alerta para o perigo da transmissão do vírus de pessoas jovens para os mais velhos.

Quando analisado o perfil do infectado pelo coronavírus em Alagoas, é visto que a faixa etária que concentra o maior número de casos é a de 30 a 39 anos. Os números mostram que os percentuais se invertem quando o assunto é infecção e morte por Covid. Pessoas com idade entre 30 a 39 anos são 23% dos alagoanos infectados, e 3% entre os mortos. Já os idosos são 3,9% entre os infectados e 26% entre os mortos em Alagoas. O médico clínico e especialista em infecção hospitalar Rodrigo Cruz, confirma que os pacientes mais velhos e com comorbidades são a maioria entre os casos mais graves de Covid-19. Ele alerta que os idosos e doentes são os mais penalizados pela doença, que na maioria das vezes, e que na maioria dos casos são infectados jovens, que estão no grupo que, na maioria dos casos, apresentam quadro leve e por isso relaxam mais nas medidas de segurança. Em relação à prevalência dos homens entre os mortos, o demógrafo e pesquisador José Eustáquio Alves diz que “as mulheres sempre demonstraram uma maior taxa de sobrevivência a longo prazo. A Covid-19 só reforça isso”. Segundo estudo publicado na revista científica Frontiers in Public Health, homens têm mais chances de desenvolver quadros graves do novo coronavírus (Covid-19), podendo chegar à morte. Essa tendência também foi observada por autoridades de diversos países, como o Brasil, por exemplo. De acordo com dados do Ministério da Saúde (MS), 58% dos casos de mortalidade foram de pacientes masculinos. Nesse sentido, uma nova pesquisa publicada na revista científica Nature apontou potenciais motivos desse cenário. Por meio de uma análise, os cientistas indicam que homens produzem uma resposta imunológica mais fraca contra a Covid-19 do que as mulheres. O estudo ainda sugere que, em decorrência disso, pessoas do sexo masculino podem ser mais dependentes da vacina que as do gênero feminino, especialmente, aquelas com mais de 60 anos. Para chegar à conclusão, os pesquisadores analisaram as respectivas respostas imunológicas de 17 homens e 22 mulheres. Todos os pacientes estavam hospitalizados devido à Covid-19. Para a análise, a equipe coletou sangue, swabs nasofaríngeos, saliva, urina e fezes dos pacientes, de três a sete dias. A iniciativa excluiu pacientes que faziam uso de ventiladores pulmonares e estavam tomando medicamentos que causam variações no sistema imunológico, pois, os pesquisadores queriam medir a resposta natural do organismo contra o vírus. Além disso, outros 59 dados de homens e mulheres que não atendiam a esses critérios foram analisados no estudo. O resultado demonstrou que o organismo das mulheres conseguiu produzir uma quantidade superior de células T, que são responsáveis por matar as partículas infectadas pelo vírus, impedindo assim sua proliferação no corpo humano. Por sua vez, os homens apresentaram uma resposta muito mais fraca e lenta em relação à ativação das células T. Essa demora foi associada, então, ao quadro de agravamento da Covid-19. Ainda segundo o estudo, quanto mais idade, mais fraca foi a produção das defesas.

*Sob a supervisão da Editoria de Cidades

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