Cidades
ACIDENTES EM RODOVIAS FEDERAIS DE ALAGOAS EM 2020 TIVERAM CUSTO DE R$ 118,9 MILHÕES
O custo anual estimado dos acidentes ocorridos em rodovias federais em Alagoas chegou a R$ 118,95 milhões em 2020. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (1) no balanço anual da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Foram registrados 628 acidentes no ano passado nas rodovias federais que cortam Alagoas, sendo 506 com vítimas (424 sobreviveram e 82 vidas morreram). Em 2019 foram 629 acidentes e 97 mortes.
Os acidentes com mortes foram os que mais oneraram os cofres públicos, tendo custo anual estimado em R$61,1 milhões. Já os acidentes com vítimas, não necessariamente mortas, custaram R$53,9 milhões. Já os acidentes sem vítimas foram os que menos pesaram para o governo, custando R$3.8 milhões.
O balanço mostra ainda que em relação ao número de mortes, a BR-101 é a rodovia federal em que que mais se registra mortes em Alagoas. Somente em 2020 foram 28 vidas perdidas nesta rodovia. Ela também lidera o ranking de rodovia federal com maior número de acidentes com feridos, foram 214 no trecho que corta Alagoas. Em seguida aparece a BR-316, com 127 acidentes. O pódio é completo pela BR-104, com 113 acidentes. O automóvel foi o tipo de veículo mais envolvido em acidentes com vítimas em 2020 no estado (40,7% do total), seguido das motos (31,6%) e dos caminhões (18,6%). Contudo, quando o assunto é morte, as motos lideram o ranking de acidentes com óbitos em Alagoas, foram 32 no ano passado, 39% do total. Os homens são maioria entre os que morrem nos acidentes em rodovias federais que passam em Alagoas. Em 2020, 68 dos 82 óbitos eram de vítimas do sexo masculino. Em relação à idade, a maioria tinha acima de 45 anos. O domingo foi o dia que registrou mais acidentes (19,8%), seguido da sexta-feira (17,25). A maioria dos acidentes com óbitos também aconteceu aos domingos (24,3).
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Segundo a CNT, foram registrados 63.447 acidentes em estradas federais, número 5,9% inferior às 67.427 ocorrências registradas em 2019. De acordo com a entidade, o grau de letalidade desses acidentes foi maior, já que o total de mortes ficou praticamente inalterado, baixando de 5.332 óbitos em 2019 para 5.287 em 2020. A redução foi de apenas 0,8%, com média de 14 pessoas mortas por dia nas rodovias federais. Só entre 2007 e 2020, 99.365 brasileiros perderam a vida em acidentes nas estradas federais. A rodovia que teve o maior número de acidentes no ano passado foi a BR-101, que liga o Rio Grande do Norte ao Rio Grande do Sul. Só nesta estrada foram registrados 8.715 acidentes de trânsito. Já a BR-116, que liga o Ceará ao Rio Grande do Sul, foi a mais letal dentre as rodovias federais, com 690 mortes decorrentes de acidentes de trânsito. A BR-116 foi a segunda em número de acidentes (7.397). A CNT estima que, somadas, as ocorrências envolvem prejuízo de R$ 10,22 bilhões, sendo R$ 5,84 bilhões relativos às ocorrências com vítimas que sobreviveram; R$ 4 bilhões aos sinistros com mortes e pouco mais de R$ 365 milhões com aqueles sem vítimas. O tipo de acidente mais comum nas vias federais é a colisão, que responde por 59,4% do total de ocorrências. Em seguida, vêm saídas da pista (15,7%); capotamento e tombamentos (12,2%); atropelamentos (7%) e quedas de ocupante (5,3%). As colisões também respondem por 61,8% das situações com óbitos, enquanto os atropelamentos provocam 17,4% dos casos, seguidos pelas saídas de pista (12,8%).