Cidades
CORPO DE BOMBEIROS REGISTROU 242 CASOS DE AFOGAMENTO EM 2020
Por causa da pandemia, salva-vidas tiveram de redobrar os cuidados e também orientar banhistas
A flexibilização do decreto estadual ao longo dos meses do ano passado, permitiu que algumas áreas de lazer fossem liberadas para uso. Dentre elas, as praias da capital e também dos litorais Norte e Sul de Alagoas. Com isso, foi impossível não haver aglomerações nestes locais e, consequentemente, casos de afogamentos. Mesmo tendo passado boa parte do ano fechada em 2020, o Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBM/AL) atendeu 242 ocorrências nas praias do Estado. No mês de janeiro de 2021, foram 11 atendimentos.
Por causa da pandemia, os bombeiros salva-vidas tiveram que redobrar os cuidados e também atuam na orientação em relação às medidas de combate e enfrentamento ao vírus.
O efetivo que atua no salvamento aquático foi reforçado por conta da Operação Verão 2020-2021, com a implementação do serviço voluntário remunerado pela Secretaria de Segurança Pública (SSP), inicialmente, no serviço de guarda-vidas no litoral de Maceió e região metropolitana; como também em Maragogi, através do 2º Grupamento de Bombeiro Militar. Também foram implantados seis postos de guarda-vidas para atuação pelo serviço voluntário: dois em Cruz das Almas, um na Ponta Verde, um na Pajuçara, um no Sobral e um no Gunga.
Outros locais que contam com a atuação dos bombeiros são as praias da Barra de São Miguel, Jatiúca, Cruz das Almas, Guaxuma e Mirante da Sereia. O serviço operacional teve um incremento de cerca de 30 bombeiros militares por dia em pontos estratégicos. “Com isso, hoje é possível cobrir todos os pontos relevantes do litoral da região metropolitana. Nossos guarda vidas têm trabalhado procurando seguir todas as recomendações de enfrentamento à pandemia dentro do que é possível para a atividade, como uso de máscara e álcool em gel e distanciamento nas abordagens preventivas”, afirmou o capitão Rafael Duarte. Conforme o CBM, os serviços extras serão distribuídos nos dias de folga do militar para não comprometer suas atividades fixas e o bombeiro militar receberá o valor de 120 reais por serviço voluntário remunerado que é equivalente a seis horas de atividade, com início às 10h e término às 16h.
Apesar dos riscos, o capitão afirma que os guarda-vidas não deixaram de realizar nenhum salvamento. “Já trabalhávamos com um bom nível de biossegurança. O que fizemos foi reforçar algumas condutas e acrescentar o uso EPIs e o distanciamento sempre que possível”.
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