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COVID: 4 ESCOLAS PARTICULARES JÁ SUSPENDERAM AULAS PRESENCIAIS

Secretaria da Educação mantém calendário de retorno do ano letivo na rede pública para março

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Imagem ilustrativa da imagem COVID: 4 ESCOLAS PARTICULARES JÁ SUSPENDERAM AULAS PRESENCIAIS
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A cada dia os casos suspeitos de coronavírus em escolas particulares de Maceió aumentam, fazendo com que muitas instituições, que já tinham voltado a funcionar, precisassem suspender as aulas presenciais. Paralelamente a esses casos, a rede pública de ensino permanece com seu calendário de retorno presencial marcado para o mês de março, algo que, segundo especialistas, irá colocar cada vez mais estudantes e profissionais da educação em risco. De acordo com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), apesar de novos casos estarem surgindo em escolas particulares, que seguem o mesmo protocolo sanitário que será seguido pelas escolas públicas, não há, até o momento, mudança no calendário de retorno das aulas, que fica definido para acontecer no mês de março, semelhante as aulas da rede municipal. “Caso haja mudança, será devidamente divulgado. Até o momento, seguimos dessa forma”, pontuou a assessoria da pasta. Formalmente, quatro escolas particulares na capital já anunciaram a suspensão das aulas, segundo informações do presidente do Sindicato dos Professores do Estado de Alagoas (Sinpro), Eduardo Vasconcelos, que usa isso para pontuar que não é um momento de retorno ainda. “Se houvesse previsão de vacinação, teste em massa e maior fiscalização do poder público, acho que poderíamos segurar as aulas, o que não é o caso. Mas, o nosso maior receio é a falta de compromisso de várias escolas em respeitar o protocolo sanitário, fora os casos subnotificados”, destacou.

O presidente do sindicato pontuou ainda que o retorno precisa andar lado a lado com a vacinação, para que tanto os estudantes quanto os profissionais da educação, indo desde professores a profissionais que atuem dentro de escolas, não sejam prejudicados e se coloquem em situação de risco. “ O ideal seria o recomeço com a vacinação dos profissionais da educação, como preconiza a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco)”, disse.

Para o professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e especialista em educação Walter Matias, o retorno nesse momento é precipitado. “De acordo com a configuração da retomada da Covid no Brasil, há um precipitação das escolas particulares e futuramente das públicas, de retornar às atividades presenciais, considerando que até mesmo as universidades brasileiras, como no caso da Ufal, manterá as aulas de forma remota, que é o ideal para o momento vivido”, pontuou o professor. “Um retorno presencial dificilmente consegue proteger as pessoas de uma contaminação, a realidade é essa. Houve aumento de contaminação no Brasil, especialmente em cidades litorâneas, como Maceió, acredito que pelo teor turístico, e estamos cada vez vendo dados novos de crianças sendo contaminadas, o que está sendo pouco divulgado. Crianças não são adultos, que sabem se comportar, e olhe que esses mesmo sabendo ainda chegam a ser contaminados, ou seja, é um retorno sem sentido e arriscado”, salientou. Ele destacou que o risco é maior para crianças entre cinco e seis anos, por não entenderem como se comportar ainda nessa situação, porém frisou que isso não isenta estudantes mais velhos de cometerem erros, como o que já foi visto em algumas escolas de Maceió, onde alunos do ensino médio também estão com suspeita de terem contraído o novo vírus. O professor frisou também a importância do ensino online, mesmo diante da dificuldade encontrada por alunos de diferentes grupos sociais. “Se muitos alunos conseguiram terminar o ano letivo de 2020 através do ensino online é porque ele está funcionando, então por que retornar? Não faz sentido, em plena pandemia, com casos aumentando, querer colocar várias crianças dentro de uma sala de aula.” “Qual prejuízo tão grande seria ficar mais um semestre, pelo menos, com o ensino remoto? Pelo menos até todos estarem vacinados, ou, ao menos, os professores, que já diminuiria os riscos. Estamos com uma vacina pronta, e um plano de vacinação acontecendo, é só questão de tempo. Nem mesmo o ensino híbrido eu acredito que deveria acontecer agora. Quem sabe daqui três meses, mas agora não”, frisou.

* Sob supervisão da editoria de Cidades

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