Cidades
Comerciantes denunciam preju�zos com apag�o
DORGIVAL JÚNIOR Os proprietários de estabelecimentos comerciais do bairro de Ponta Verde denunciam que sofreram grandes prejuízos com a falta de energia ocorrida na noite da última terça-feira. O apagão atingiu pelo menos oito bairros da orla de Maceió, provocado por um problema nos equipamentos da subestação de Pajuçara. A falta de energia perdurou, em alguns casos, por até três horas. Os setores mais prejudicados foram os de restaurantes e de lojas de produtos artesanais. Os feirantes tiveram de fechar as portas após o restabelecimento no fornecimento de energia, por falta de consumidores. ?Quando a energia voltou, os clientes não retornaram. A falta de energia, principalmente à noite, causa uma série de transtornos?, frisou a proprietária de um restaurante, Marilene Maria dos Santos. Ela esclareceu, ainda, que os estabelecimentos que trabalham com cartão de crédito também foram prejudicados, já que o sistema ficou fora do ar. ?Enquanto as baterias dos computado suportaram, tivemos acesso ao sistema, depois a situação ficou complicada. Os pagamentos tiveram de ser feitos em dinheiro ou cheque?, salientou ela, acrescentando que os fregueses não gostaram da idéia. Os comerciantes denunciaram, também, que não foram informados pela Companhia Energética de Alagoas (Ceal) do motivo que gerou a falta de energia, destacando que o problema também foi registrado no ano passado. ?Em 2003 houve um dia em que fomos obrigados a fechar as portas. Espero que o problema não se repita este ano?, disse, Marilene Santos. Nas lojas de artesanato, a falta de energia também gerou prejuízos. ?Tudo ficou parado. Os turistas foram embora temendo assaltos, pois as ruas estavam às escuras. Nem velas nós podemos usar, em função dos produtos com alto poder de combustão?, destacou a comerciária Sílvia de Lima. Algumas lojas insistiram em permanecer com as portas abertas à espera do retorno da energia. ?Ficamos esperando a energia voltar. Porém, quando o fornecimento foi restabelecido, não tinha mais ninguém para comprar?, disse a comerciante Vera Duarte. Fiscalização A Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal), conveniada com a Agência Nacional de Energia Elétrica, está fiscalizando a falha no fornecimento de energia elétrica nos oito bairros da capital. A direção da Arsal orienta os consumidores que se sentirem lesados a procurar a Ceal. No caso de não ficarem satisfeitos com as providências adotadas, devem entrar em contato com a Arsal (0800-284-0429). A Ouvidoria de Energia da agência tem a função de esclarecer dúvidas, analisar reclamações, educar e mediar conflitos, trabalhando as informações obtidas para incentivar a melhoria na qualidade dos serviços prestados. Segundo o diretor-geral da Arsal, Álvaro Otávio Machado, o papel da agência é o de fiscalizar a prestação dos serviços de eletricidade, tanto na distribuição quanto na transmissão de energia no Estado, para que seja garantido o equilíbrio entre os interesses de consumidores e da concessionária, com o objetivo de beneficiar a sociedade.