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Cidades

14 CRIANÇAS E ADOLESCENTES MORRERAM DE COVID EM AL

Mais de 10 crianças e adolescentes, entre 1 e 16 anos, foram vítimas da Covid-19, aponta o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau/AL). Ainda segundo levantamento, três bebês, de 1, 2 e 7 meses, também morreram por cauda

Por greyce bernardino | Edição do dia 27/02/2021 - Matéria atualizada em 26/02/2021 às 23h01

Mais de 10 crianças e adolescentes, entre 1 e 16 anos, foram vítimas da Covid-19, aponta o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau/AL). Ainda segundo levantamento, três bebês, de 1, 2 e 7 meses, também morreram por cauda da doença. Além disso, há registro de que dois recém-nascidos, de 2 dias de vida ambos, foram a óbitos após testarem positivo para a Covid. Ao todo, 14 crianças, entre 1 e 16 anos, morreram no estado. As vítimas, que não tiveram os nomes revelados, são da capital e interior de Alagoas. A Sesau continua monitorando os óbitos entre menores em Alagoas. Ainda segundo a sesau, mais de 2..600 crianças de até dez anos foram diagnosticadas com Covid-19 em Alagoas, que representa 2,7% do total de casos que ultrapassou 95 mil. Apesar dos mais jovens não fazerem parte dos grupos de risco para a Covid, não estão imunes à doença, como alertam especialistas. É mais raro, mas podem desenvolver a forma grave. Um exemplo dessa situação foi registrada na Maternidade Santa Mônica, em Maceió, que atendeu três casos de bebês com o coronavírus no ano passado. De acordo com a infectologista Mara Cavalcante, com base nas evidências científicas atuais disponíveis, as infecções pela Covid-19 afetam as crianças com menos frequência e menos gravidade do que em adultos. Por isso, segundo ela, o número de mortes entre criança é mínimo. Porém, um estudo recente, publicado no início de março de 2020, sugere que as crianças são tão propensas a se infectarem quanto os adultos, mas apresentam menos sintomas ou risco de desenvolver doença grave.

“As crianças são menos expostas às principais fontes de transmissão, por isso é mais difícil delas testarem positivo para a Covid-19. No entanto, como a maioria das crianças infectadas não apresenta sintomas ou os sintomas são menos graves, os testes diagnósticos não são realizados em muitos casos, fazendo com que o número real de crianças infectadas seja subestimado. A importância das crianças na cadeia de transmissão do vírus permanece incerta”, completou.

RECUPERAÇÃO

Lucas Miguel, de 14 anos, testou positivo para a Covid em dezembro do ano passo. Os sintomas foram leves, mas, o adolescente ficou com sequelas. Dois meses após a cura da doença, o menor ainda não recuperou 100% o paladar. A mãe dele, Verônica Silva, disse que os sintomas sentidos pelo filho foram leves, parecidos com os de um resfriado. Lucas passou pouco menos de uma semana com a doença. “Quando os primeiros sintomas surgiram, corri com ele para um hospital. O teste foi feito e o resultado veio logo em seguida. Foi um susto, pois Lucas, juntamente com toda a família, estava em quarentena. Após, ele seguiu com um tratamento. Ficou bom rapidinho”, disse Verônica, sem esconder o alívio de saber que seu filho venceu a doença.

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