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Pandemia

ESPECIALISTA SUGERE MEDIDAS RESTRITIVAS

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O nível de ocupação em leitos de UTI destinados para o tratamento da Covid-19 no Estado de Alagoas já ultrapassou a margem de segurança de 70% indicada por autoridades da saúde e especialistas alertam que medidas restritivas que combatam o crescente aumento na contaminação devem ser tomadas o mais breve possível. Apesar da decisão de alguns municípios alagoanos em restringir a circulação intensa de pessoas através da implementação de toque de recolher e/ou suspensão de eventos, o governo do Estado ainda não optou por medidas que possam frear o alto nível de contaminação pelo coronavírus. Especialistas afirmam que apesar do aumento no números de leitos no estado, a alta na demanda por estes leitos tem acontecido de forma mais acelerada. É o que diz o grupo que compõe o Observatório Alagoano de Políticas Públicas para Enfrentamento da Covid-19 (OAPPEC), ligado a Universidade Federal de Alagoas (Ufal). “As evidências disponíveis apontam para um agravamento da situação da pandemia no estado. Apesar da ampliação na oferta de leitos, a demanda tem crescido num ritmo maior, o que tem provocado um aumento na taxa de ocupação dos leitos de UTI. Nesse contexto, baseados nas evidências científicas disponíveis, entendemos que as medidas de controle devem ser intensificadas a fim de evitar um esgotamento do sistema de saúde, que pode ocorrer dentre algumas semanas caso o atual ritmo de crescimento na ocupação dos leitos de UTI se mantenha”, disse o grupo em contato com a Gazeta. O epidemiologista Artur Gomes descarta a possibilidade lockdown no estado e vê o toque de recolher como uma melhor saída na luta contra a crescente no ritmo de contaminação pelo coronavírus. “Nesse momento não acredito que o lockdown seria a melhor conduta. O impacto desta medida é tremendo na economia e a logística tem de ser muito bem elaborada. O nosso sistema não está saturado, por isso que não se justifica essa atitude. No entanto, medidas restritivas de circulação devem ser tomadas. Uma delas seria o toque de recolher, das 22h as 07h”, disse. O esforço da população, combinado à uma fiscalização intensa, também pode ser determinante para frear os avanços da Covid-19, segundo o OAPPEC.

“É urgente uma ampla mobilização social acompanhada de fiscalização por parte do poder público das atuais medidas de controle, como uso da máscara, higienização das mãos e distanciamento social. Caso essas medidas continuem não sendo insuficientes, outras ações deverão ser colocadas em prática pelo poder público”, concluiu o grupo. TB

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