Cidades
Governo vender� im�veis para construir Centro Administrativo
O governo de Alagoas publicou, ontem, no Diário Oficial do Estado, decreto autorizando o Poder Executivo a promover a alienação de bens imóveis inscritos em seu patrimônio. Os recursos decorrentes da alienação serão destinados à construção de um Centro Administrativo, que vai reunir todos os órgãos da administração pública em torno do Palácio Marechal Floriano Peixoto. O decreto foi assinado pelo governador em exercício, Luís Abílio de Souza. A determinação do governador Ronaldo Lessa é para que o projeto fique pronto em dois anos e quatro meses. Para acelerar a viabilização do Centro Administrativo, que consiste na desapropriação, compra e troca de imóveis, Lessa designou o advogado Germano Regueira (atual liquidante do Produban) para coordenar um grupo que ficará responsável pela implantação do Centro Administrativo, com a colaboração de uma equipe técnica do Serviço de Engenharia do Estado de Alagoas (Serveal). Recursos Até agora, o governo já desembolsou recursos da ordem de R$ 1,5 milhão para a obra. Apesar da resistência de alguns moradores e comerciantes da região, além de algumas desapropriações no centro da cidade, o governo vem conseguindo negociar a troca de imóveis. O engenheiro Aloísio Guimarães, da Serveal, declarou que os proprietários dos imóveis da Rua Cincinato Pinto, no Centro, foram consultados sobre a venda de seus estabelecimentos. Ele disse que ninguém foi pego de surpresa e que é comum haver reação em contrário, no início. ?Depois, as pessoas vão se certificar de que não houve prejuízo com a proposta de desapropriação?, disse. São 25 imóveis que ocupam um quarteirão inteiro da Cincinato Pinto, começando no restaurante O Amarelinho. Segundo Aloísio, como não há terreno de referência para base de cálculo do valor do bem no Centro, o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) serviu de parâmetro, visto seu caráter oficial. De acordo com os cálculos do IPTU, o metro quadrado de um terreno na Cincinato Pinto tem valor médio de R$ 194,08. O clima de insatisfação nesses estabelecimentos ainda existe, mas as pessoas não quiseram ser entrevistadas. Numa das casas onde funciona um bar, um funcionário confessou que o patrão achou pouco o valor ofertado pelo Estado. De acordo com ele, muita gente está reclamando porque a desapropriação subestimou o preço dos imóveis.