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Pandemia

INCERTEZA FAZ UNIVERSITÁRIOS ADIAREM CONCLUSÃO DE CURSO

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A pluralidade das dificuldades encontradas pelos acadêmicos neste período de retorno às aulas em meio à pandemia é fator que deve ser analisado, segundo a psicóloga Sabine Heumann. Conciliar as preocupações da vida universitária com as preocupações provocadas pela pandemia é o maior desafio. “Os estudantes universitários estão vivendo um momento importante da vida, de expectativas em relação ao futuro, de muitas vezes conciliar diversas atividades e que, com a pandemia, estão vivenciando grandes transformações. Todo esse cenário impacta em como o universitário está e vai reagir para seguir com os estudos”, disse a psicóloga. Ela lembra, ainda, que o cenário de incertezas fez com que muitos estudantes optassem por adiar a oportunidade de concluir o curso superior. “Logo no início da pandemia muitos alunos tiveram dificuldades de se adaptar à nova forma de estudo, muitos sentiram falta da interação com os colegas, proximidade com os professores e acabaram optando, inclusive, por trancar o curso, e isso pode gerar mais impactos no futuro, como uma retomada tardia, ou até a interrupção definitiva dos estudos, o que é não é o ideal”, contou. Para a psicóloga, é importante pensar em práticas que reduzam esses impactos e que atentem para a saúde mental dos acadêmicos a fim de evitar maiores impactos a longo prazo. “É importante olharmos para isso, para pensar em possíveis medidas de redução desse sofrimento, pensando em prevenção, em cuidado com a saúde mental dos universitários, tanto dentro das universidades, quanto com iniciativas das próprias famílias, que podem buscar por conta própria acompanhamento psicológico quando percebem que tem uma pessoa que está tendo impactos na sua saúde mental em decorrência de todo esse momento de incertezas e medos. Isso é importante para que os efeitos no longo prazo sejam menos danosos”, concluiu. O professor Luiz Alberto concorda, e diz que com uma volta à normalidade deve contribuir para que estes impactos sofridos pelos estudantes percam a força. “Acredito que todos nós sairemos diferentes desse processo. Com o tempo e com a capacidade de adaptação que o ser humano possui, teremos de volta uma normalidade estabelecida e esses impactos vão perder força. Novos obstáculos devem aparecer, afinal o fim da pandemia não virá junto com o fim dos muitos problemas e dificuldades que os universitários enfrentam diariamente”, refletiu o professor.

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