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Centro Er� denuncia que Estado�n�o cumpre fundamentos do ECA

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O assistente social Cristiano Montenegro, do Centro Erê, também foi enfático ao denunciar a existência de grupos de extermínio em Alagoas. Ele reclamou que em Maceió não existe uma rede de proteção social para os meninos e meninas de rua, como preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente. ?Todos os meninos e meninas de rua, cujos nomes constam na reportagem da Revista IstoÉ, realmente desapareceram ou foram assassinados?. Ele confirma, no entanto, que não há dados concretos sobre o número de menores assassinados por supostos grupos de extermínio. Mas citou alguns casos, como a Chacina da Praça Arnon de Mello, em 1996, quando quatro jovens foram assassinados possivelmente por grupos de extermínio formados por policiais militares. A presidenta do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente, Silvia Souza, afirmou estranhar o fato de a maioria das entidades que denunciam a existência de grupos de extermínio nunca ter denunciado isso ao Conselho, apesar de muitas fazerem parte dele. Ela reconheceu que apesar de algumas medidas adotadas pelo município, é impossível atender em 100% as demandas de assistência a crianças e adolescentes em situação de risco em Maceió. A presidenta da Fundação da Criança e do Adolescente (Funacriad), Teresa Nelma, garante que não existem grupos de extermínio em Alagoas. Ela contestou também os dados da pesquisa do Núcleo da Criança e do Adolescente da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) de que existem 1.500 crianças nas ruas de Maceió. Segundo ela, uma pesquisa financiada pela Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apresenta apenas um número de 228 crianças em situação de rua e 232 que trabalham nas ruas de Maceió. O secretário municipal de Assistência Social, Carlos Ronalsa, estranhou também os números da pesquisa, garantindo que só em 2001 mais de mil crianças que viviam nas ruas foram incluídas no Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti). (M.F.A.)

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