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Exist�ncia de grupos de exterm�nio em Alagoas gera disc�rdia entre entidades

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Na reunião promovida na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os representantes de entidades governamentais e não-governamentais concordaram em apenas dois pontos: os números sobre assassinatos de crianças e adolescentes apresentados em relatório pelo advogado Gilberto Irineu estavam superestimados e a reportagem da revista IstoÉ gerou uma imagem negativa da cidade e do próprio Estado, já estigmatizado como ?terra sem dono?. As posições, no entanto, eram divergentes em relação à existência do Grupo de Extermínio em Alagoas. Os representantes de órgãos governamentais insistiam em afirmar que não há grupos de extermínio de meninas e meninos de rua em Alagoas. Já os das ONGs, como o Centro Erê e o Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR) confirmavam a existência deles. O coordenador estadual do MNMMR, Átila Vieira, disse que no período de 1990 a 2002, 105 meninos e meninas em situação de rua foram assassinados em Maceió. A pesquisa foi feita durante cinco meses, ouvindo a população alvo. ?Fizemos esse levantamento quando o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) completava 12 anos de vigência?, explicou Átila. Ele argumentou que teve o cuidado de fazer a pesquisa quando os meninos estavam em estado de lucidez - sem efeitos de drogas como a cola de sapateiro - e com cuidado de expô-los à situação de perigo. Átila explica que o levantamento feito pela OAB levou em conta o assassinato de crianças, adolescentes e jovens com até 25 anos e independente de classe social. ?O nosso foi feito com crianças em situação de rua?. (M.F.A)

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