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OBRA IRÁ DESOBSTRUIR ACESSO A ESTACIONAMENTO DO MERCADO

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O objetivo da obra é evitar o congestionamento que se forma na região, sobretudo nos horários de pico
O objetivo da obra é evitar o congestionamento que se forma na região, sobretudo nos horários de pico -

A Prefeitura de Maceió iniciou nesta segunda-feira (8), uma obra para desobstrução do acesso ao estacionamento do Mercado da Produção, no bairro da Levada, em Maceió. De acordo com a Secretaria Municipal do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária (Semtabes), o objetivo é evitar o congestionamento que se forma na região, sobretudo nos horários de pico. Para isto, algumas barracas de ambulantes foram recuadas para facilitar a abertura de uma via paralela, que inicia no próprio estacionamento e terminará em frente ao Mercado do Artesanato. “O órgão esclarece que o serviço está sendo executado em comum acordo com os pequenos comerciantes, principais interessados no ordenamento do espaço”, informa a Semtabes, em nota. A mudança, no entanto, desagradou taxistas e feirantes do local. O taxista Luiz Carlos disse se sentir prejudicado com a obra. “Esse local que querem desobstruir é uma vala, tem um bueiro. Se tapar aquilo ali, a água vai escorrer pra onde? Querem tirar as coisas daqui, eu tenho 60 anos, e essa fila existe há 50. Por que não resolvem o problema da linha interditada? É só tirar a muralha e voltar tudo como antes”, reclama. A assessoria da Prefeitura respondeu que qualquer obstáculo na via que está sendo aberta será retirado pelas equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanização (Seminfra). O empresário Gustavo Roberto também não ficou nada contente com a abertura da via. “Não tinha necessidade de fazer isso. Vai passar carro, caminhão, tudo por aqui. Essa região é apenas para os pedestres, a mudança será ruim para os feirantes”. Paulo Pedro trabalha como feirante no Mercado da produção há 28 anos e afirma se sentir prejudicado com as últimas mudanças que tem acontecido no local. “Nos mandaram diminuis o tamanho das nossas bancas, antes era 2,5m, precisei cerrar. Tinha possibilidade de botar mais mercadorias, mais variedades, isso gera um prejuízo absurdo. Não pensam em nós”, lamenta o feirante.

* Sob supervisão da editoria de Cidades.

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