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Artnor deve movimentar R$ 5 milh�es com vendas de produtos artesanais

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Até o próximo dia 18 de janeiro Maceió reúne uma das maiores diversificações culturais do mundo, representada pelo artesanato. A 12ª edição da Feira Internacional de Artesanato do Nordeste (Artnor) foi inaugurada ontem, no Centro Cultural de Jaraguá, com 190 estandes, contendo o trabalho de 775 artesãos de diversos estados do Brasil, além de países da Europa, África e América Central. O evento está sendo realizado pelo Sebrae e reúne expositores de oito países e 18 estados brasileiros, devendo movimentar cerca de R$ 5 milhões, durante os nove dias da feira na capital alagoana. A expectativa do Sebrae é de que a movimentação da Artnor deste ano supere em 30% a da última edição. Segundo o diretor-técnico do Sebrae/AL, Osvaldo Viegas, a Artnor é realizada há 11 anos em Alagoas e se firmou como um estratégia de fortalecimento da atividade artesanal no Estado. Esse ano, 300 artesãos, de 22 municípios alagoanos, terão a oportunidade de expor e comercializar seus produtos na feira. O coordenador da Artnor, Eliguis Hoem, 150 mil pessoas devem visitar a Artnor durante sua estada em Maceió. Uma ala de exposição foi preparada para que o público acompanhe as etapas de produção do artesanato. Peças em cestaria, renda, filé, bordados e esculturas em madeira estarão sendo confeccionadas no local da feira. A 12ª Artnor traz ainda uma vasta agenda de apresentações artísticas que estarão movimentando o histórico bairro de Jaraguá. Ao todo, serão 20 atrações, entre grupos de folguedo, pastoril, orquestras, bandas de rock, entre outros. Ontem, durante a abertura da feira, aconteceu uma apresentação de Yerma Maria da Silva e a Chegança Silva Jardim, de Coqueiro Seco. Uma das novidades da Artnor, este ano, é o artesanato produzido pelos reeducandos do Sistema Prisional do Estado. Os trabalhos expostos foram produzidos especialmente para o evento, sendo variados e de fino acabamento. O projeto, desenvolvido pela Secretaria de Justiça e Cidadania, foi implantado há três anos e beneficia cerca de 20 reeducandos, todos do regime semi-aberto. Os detentos trabalham quatro dias na semana, das 8h às 14h. Entre as peças confeccionadas estão luminárias, porta-guardanapos, bandejas e fruteiras, todas produzidas a partir de palitos de picolé, flores artesanais, roupas de praia e toalhas em teneriff, pintura em tecido e emborrachados, como lixeiras, cabides e porta-toalhas.

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