economia
MEDIDAS RESTRITIVAS E COVID-19 PREOCUPAM SETOR DE SUPERMERCADOS
Associação, entretanto, diz que cenário é otimista e que novos estabelecimentos estão abrindo
Com a volta de Alagoas para as fases laranja e vermelha, gestores do segmento de supermercados temem os impactos negativos no mercado de varejo alimentício. Os relatos dos empresários, caso medidas restritivas mais severas sejam aplicadas e sem a volta do auxílio emergencial, o setor pode ser afetado diretamente. Em contrapartida, a Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA) diz que, apesar das dificuldades, o setor está otimista e novos estabelecimentos estão abrindo às portas.
“Estamos preocupados, a realidade é essa. Um varejo alimentar não sobrevive só da venda de alimentos. Ele deixa uma margem muito pequena pra o supermercado. Nos temos outros setores dentro do mercado, como bazar, têxtil e entre outros. Esses outros setores que complementam essa margem, e que garantem o sustento de varias famílias”, diz Alissandro Melo, gerente do supermercado na parte baixa de Maceió.
Os varejistas alagoanos dizem, ainda, que frente ao quadro de piora em relação ao avanço da Covid-19, temem que aconteça no estado o que está ocorrendo em supermercados gaúchos, que estão fechando corredores e cobrindo prateleiras após decreto que proíbe venda de produtos não essenciais.
Alissandro diz, ainda, que eles precisam de um percentual líquido para manter a estrutura em pé, e com apenas a venda de itens considerados essenciais, isso impossibilita atingir esse percentual. “Não concordo com essa medida, pois acredito que restringir o tipo de produto que pode ser vendido não diminui o fluxo de clientes, já que a maioria dos clientes que compram os itens secundários vão, primariamente, comprar alimentos de qualquer forma. Desde o início do ano, a baixa tem sido constante, principalmente por conta da perda do auxilio, e que espera essa proibição não aconteça no estado”, reforça .
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Em outro estabelecimento localizado no bairro mais populoso de Maceió, Benedito Bentes, a perspectiva é a de preparo para um fluxo maior de clientes. “Nossos clientes acreditam que as mercadorias irão acabar. Na primeira fase da pandemia não houve falta de nenhum produto, mas já nessa segunda fase houve uma elevação extrema de preços, alguns itens já começaram a faltar”, diz a assessora do supermercado. A direção disse, ainda, por meio da assessoria que acredita que se esse decreto acontecer, eles irão se reinventar, e “a procura vai aumentar nos aplicativos on-line, que eles já possuem. A maior dificuldade é a venda da mercadoria a preço justo, pois muitos alimentos aumentaram muito de valor, como o arroz, a carne e o óleo de soja. Além da falta de conscientização de alguns clientes que insistem em não usar máscara no estabelecimento”. Ao contrário do cenário realista dos gestores, o presidente da Associação dos Supermercados de Alagoas (ASA), Raimundo Barreto declara que existe uma grande preocupação, mas o setor está otimista. “Nós estamos sempre acompanhando o comportamento dos leitos e observando os dados da Covid-19 em Alagoas. Além de monitorar as situações dos supermercados”. Raimundo diz, ainda, que o varejo é um mercado que não para e que novos supermercados estão sendo abertos. Ele conta, ainda, que apesar da preocupação, o setor está preparado para o que está por vir.
Além disso, ele acredita que “isso vai passar” e que “estão esperando um novo decreto ser anunciado na próxima segunda-feira (15), para definirem a “melhor estrategia” e “lidar com a situação”.
CONSUMIDORES
Os consumidores afirmam que estão procurando produtos mais em conta. “O que é possível para substituir o que comíamos antes. Hoje, a gente prefere comprar em mercados de bairro, e as coisas extremamente essenciais”, diz Julya Gabriella, de 32 anos, que é estudante de Direito. Já as amigas Lays Lima, de 18 anos, e Leticia Cavalcante, de 23 anos, também estudantes, acham que com a perda de auxílio muitas pessoas sairão prejudicadas, porque os preços aumentaram e muitos perderam os empregos. “Nós paramos de comprar lanches e estamos dando prioridade para coisas mais essenciais. Estamos pesquisando os preços. Como a carne aumentou muito, geralmente compramos ela em um lugar diferente do resto da feira”.
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