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Violência

OAB DEFENDE TESE DE CRIME PREMEDITADO

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José Benedito de Carvalho, baleado ao defender a esposa
José Benedito de Carvalho, baleado ao defender a esposa -

Um crime premeditado. O italiano Pasquale Palmeri, preso em flagrante, planejava matar a ex-mulher e a advogada Maricélia Schlemper. Só não assassinou porque a arma falhou. Também não há dúvida sobre a autoria e a materialidade do homicídio e que essas informações são suficientes para manter o investigado na prisão. É o que acredita a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), que acompanha as diligências sobre a morte de José Benedito Alves de Carvalho, baleado ao defender a esposa. O conselheiro seccional da OAB/AL, Thiago Mota, afirma que o mais importante é provar que o crime foi premeditado. Há informações, ainda não confirmadas pela polícia, que o italiano é citado em outras ocorrências policiais. “Houve a prisão em flagrante que foi convertida em preventiva. Acreditamos que ele deve responder por duas tentativas de homicídio e um homicídio. Maricélia estava preocupada com essa audiência, tanto que o Biu (esposo, baleado e morto) estava acompanhando ela. Se arma não tivesse falhado poderia ter ocorrido uma chacina”, afirma Mota. Na última terça-feira (9), José Benedito Alves de Carvalho, 42 anos, foi baleado pelo italiano Pasquale Palmeri, 74 anos, em frente ao Fórum de Maceió, no Barro Duro. A vítima era marido da advogada que representava a ex-mulher do investigado, uma mulher que iniciou uma batalha na justiça na divisão dos bens com Pasquale. Há informações de que o suspeito pretendia fugir após o crime pois, no carro dele, os policiais encontraram quase R$ 6 mil, roupas e aparelhos celulares.

O italiano Pasquale Palmeri tinha uma audiência de conciliação marcada para a tarde da última terça-feira na 22ª Vara Cível da Capital da Família, no Fórum de Maceió. Durante o velório do esposo, na quinta-feira (11), a advogada Maricélia Schlemper disse que teve mau pressentimento no dia do crime e que teme pela vida dela e de parentes caso o italiano seja solto.

O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Pasquale está recolhido desde a tarde dessa quinta-feira no Presídio de Segurança Máxima, em Maceió.

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