Pandemia
TRABALHADORES DE SERVIÇOS ESSENCIAIS REDOBRAM CUIDADOS
Enquanto muitos profissionais chegaram a ficar em home office, categoria não parou de trabalhar
Após um de pandemia, trabalhadores alagoanos enfrentaram isolamento social – quando muitos ficaram até quatro meses sem exercer suas funções –, outros trabalharam em home office ou passaram a ter seus horários reduzidos. No entanto, houve aqueles trabalhadores que não pararam um dia de se quer, a exemplo dos garis, coveiros e condutores de ambulâncias, pessoas que foram essenciais neste período difícil.
Fábio klebert, de 39 anos, é condutor de ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ele exerce a função há mais de 15 anos, colecionando, posteriormente, inúmeros fatos de resgates, que marcaram a sua vida. Contudo, garante que é preciso preparo psicológico para lidar com a profissão. “Procuro esvaziar a mente. Quando saio do Samu, evito falar sobre o trabalho em casa ou com pessoas próximas. Também faço atividades físicas e sempre procuro ter momentos de lazer”, pontuou.
Cauteloso, ele diz que a profissão tem prazo de validade e que é desgastante, mas que ama o que faz. “A área da saúde é muito desgastante. Quando vejo o sofrimento das pessoas mais humildes e sei que o máximo que posso fazer não é o mínimo que as pessoas necessitam, o coração aperta”, frisou Klebert.
Ele acrescenta que no período de pandemia vem presenciando mais sofrimento e dor. “Geralmente vejo o desespero no olhar das pessoas. Acredito, no entanto, que seja pela falta de conhecimento e a informação deturpada por parte de mídia com relação ao vírus”, falou.
Fábio klebert disse, ainda, que os cuidados de higiene redobraram, a fim de não contrair o vírus, enquanto exerce sua função. “A doença é bastante traiçoeira, então todo cuidado é pouco. Até agora tive todo material mínimo necessário para trabalhar nos casos da Covid-19. Em casa, por outro lado, a atenção não para. A roupa que uso é levada separadamente e não entro em casa com os meus sapatos”, detalhou ela. “Na primeira ocorrência que fiz de caso da Covid fiquei com medo, por não saber a dimensão da doença e o nível de riscos”, completa.
O gari Luiz Rodrigo, de 25 anos, vem trabalhando normalmente em meio à pandemia da Covid-19. Os trabalhadores da categoria, por sua vez, enfrentam uma situação delicada, já que acabam sendo mais expostos ao vírus neste momento. Seja por estarem nas ruas ou por trabalharem diretamente com a coleta de lixo nos municípios.
À reportagem, ele contou, em tom preocupado, que a solução que encontrou foi redobrar os cuidados com a higiene e com a proteção. Agora, as máscaras e o álcool gel acompanham as luvas, botas e uniformes usados todos os dias.
Trabalhador contratado por uma empresa terceirizada que presta serviços para a Prefeitura de Maceió, o gari afirma que os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) estão sendo disponibilizados da forma correta, o que alivia mas não some com a ameaça de ser contaminado pelo vírus.