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Praias de Alagoas t�m 31 pontos pr�prios para banho

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FÁBIA ASSUMPÇÃO Verão é tempo de praias lotadas. E, em Alagoas, os nativos e turistas têm o privilégio de desfrutar de cerca de 230 quilômetros de praias paradisíacas. Mas nem sempre a bela cor do mar, significa que as praias estejam próprias para banho. Todas às sextas-feiras, o Instituto do Meio Ambiente libera o boletim de balneabilidade de 49 pontos do litoral alagoano, de Barra de São Miguel (Litoral Sul) até Maragogi (Litoral Norte). O último divulgado, que vale para este fim de semana, mostra que 31 pontos estão próprios para banho. O diretor de Divisão de Biologia do IMA, o biólogo Wilton José da Silva, afirma que no verão as análises de balneabilidade mostram que a maioria das praias alagoanas se apresenta em condições de banho. Em relação ao verão passado, as análises feitas pelo IMA, até agora, não mostram muita diferença nas condições das praias analisadas. A grande modificação foi em relação à Praia da Avenida, que já foi considerada a mais poluída do Estado. Wilton ressalta que a praia continua imprópria para banho, só que as últimas análises feitas no laboratório do IMA apresentam uma queda no índice de coliformes termotolerantes - que indicam não só o nível de contaminação das praias por fezes, mas por outras bactérias. ?O sistema adotado pela prefeitura para impedir o despejo das águas do Salgadinho na praia vem apresentando resultados para reduzir a poluição?, observou. Ele disse, no entanto, que os índices apresentados precisam ser confirmados pelos menos em mais duas análises, para que a praia possa ser liberada pelo banho. As praias são consideradas próprias quando apresentam um limite de 1000 coliformes por 100 ml de água. Tomando como base uma a Resolução 274/2000 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), é considerada imprópria para banho quando num conjunto de seis análises, a última apresentar um índice de coliformes acima de 2.500. Este ano, o que vem chamando a atenção dos técnicos do IMA é o alto índice de impropriedade das praias de Maragogi, um dos municípios turísticos mais importantes do Estado. Wilton atribuiu essa situação ao crescimento desordenado da cidade, que depois de Maceió é a que recebe o maior número de turistas. Análises As análises das condições de balneabilidade vêm sendo realizadas pelo IMA desde 1985. Atualmente, são coletadas amostras em 49 pontos do litoral alagoano, de Barra de São Miguel até Maragogi. As coletas são feitas nas segundas-feiras, mas podem ser repetidas no meio da semana, em alguns trechos. Isso ocorre quando há alguma anormalidade no decorrer da semana, como a mudança do tempo. Geralmente, como quando ocorrem chuvas fortes, a tendência é que as praias se apresentem impróprias para banho. Isso acontece devido ao despejo de águas da rede pluvial no mar. Wilton salienta que alguns trechos, ao longo dos anos, não sofreram qualquer tipo de oscilação, ?para melhor ou para pior?. Ele observa que o crescimento da cidade não influiu muito na mudança da situação de balneabilidade das praias. Os que já eram críticos, permanecem até hoje, como o trecho em frente à Rua Gaspar Ferrari, na Pajuçara. E em frente ao Edifício João Paulo II, em frente ao restaurante Bem. Também se repete essa situação nas proximidades do emissário submarino da Companhia de Saneamento e Abastecimento D?Água de Alagoas (Casal). Nos pontos considerados impróprios para banho, são colocadas placas indicativas vermelhas. E nos próprias, placas verdes. Mas nem sempre os banhistas atentam para o alerta. Na Praia da Avenida, diariamente, pessoas tomam banho de mar alheias ao perigo de contrair doenças, por causa da água contaminada. A dona de casa Maria José Peixoto não vê riscos no fato de todos os domingos levar os dois filhos menores para tomar banho na Praia da Avenida. Morando no Jacintinho, ela disse que a Praia da Avenida é a única que tem condições de freqüentar. ?Essa é a praia mais próxima do Centro, por isso eu só preciso pegar apenas um ônibus para vir e outro para voltar para casa?. Maria José disse que os filhos nunca tiveram problemas de saúde e já freqüentam a Praia da Avenida há um bom tempo. ?Se tivesse de acontecer alguma coisa, já teria acontecido?, resigna-se. Como Maria José, centenas de pessoas freqüentam e tomam banho de mar nas praias indicadas pelo IMA como impróprias, inclusive em áreas nobres da cidade, como Ponta Verde e Pajuçara.

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